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domingo, 21 de junho de 2015

Nissan GT-R vence GT500 e GT300 na Tailândia

Finalmente: quatro anos depois, Motoyama vence na SUPER GT. Yanagida demora três e a MOLA, dois anos, desde o fim da temporada de 2012
Depois de um jejum de duas temporadas, a MOLA, campeã das temporadas de 2008 (GT300), 2011 e 2012 (GT500), com o #46 S Road MOLA GT-R, venceu neste domingo a etapa internacional da SUPER GT, no Chang International Circuit (conhecido também como Buriram International Circuit). A equipe não vencia desde a etapa de Autopolis em 2012, quando naquela mesma oportunidade, conseguiram o segundo título na classe.

Desde o ano passado, a MOLA conta com a pilotagem da dupla Masataka Yanagida e Satoshi Motoyama – este último, há três anos sem vencer uma na SUPER GT, e sendo considerado uma lenda viva do Japão, e o mais experiente do grid do campeonato. Eles largaram em terceiro na corrida e perseguiram constantemente o pole – #38 ZENT CERUMO RC F, que na ocasião era pilotado por Yuji Tachikawa, outro que pode ter status de lenda da categoria. por sua vasta experiência no campeonato.
Em segundo, largou o #36 PETRONAS TOM'S RC F da dupla James Rossiter/Daisuke Ito. Eles se enroscaram com um dos NSX, mais precisamente o da Nakajima Racing, pouco depois do início de prova e por isso tiveram ali, a chance quase jogada no lixo. Restava contar com os erros dos demais, também – e com a colaboração dos caras da GT300, uma vez que o trafego estava constante no novo circuito.

O ritmo do GT-R #46 começou a ser melhor que o dos Lexus. E com isso, não demorou para que Motoyama desse um "alô" pra Tachikawa e tomasse o seu primeiro lugar após um mero encontro com os GT300. A corrida não estava decidida, mas o pior estava por vir (já chego lá, vamos com calma)...

Enquanto o MOLA "mitava" no calorão da Tailândia, os irmãos de classe (#12 CALSONIC IMPUL GT-R e #1 MOTUL AUTECH GT-R) tentavam de tudo lá atrás. Vale lembrar que ambos largaram em 11º e 13º, respectivamente. Em pouco tempo, já era possível vê-los no top 10, com perseguição incluída do #17 KEIHIN NSX e do outro carro da TOM'S, o #37 KeePer RC F. Enquanto estes tentavam se sobressair entre os 10 primeiros, o MOLA colocava 10 segundos de diferença da primeira posição. Ao começar os stints para troca de pneus, o ZENT RC F perdeu cerca de 10 segundos na parada. Voltou pra brigar pelo segundo lugar com o #36 RC F, na pilotagem de Daisuke Ito.
O pior estava por vir quando Hiroaki Ishiura perdeu o controle do ZENT e caminhando lentamente sob a pista após a recuperação. Resultado: perderam os freios dianteiros e tiveram que abandonar. Um duro golpe para quem largou na pole position. O PETRONAS RC F herdou o segundo lugar, entretanto, chegava pra entrar na briga o #6 ENEOS RC F, do Team LeMans. Se saiu melhor o #6, de Yuji Kunimoto e deixou o Lexus RC F da TOM'S pra trás.

Após esse momento, iniciou-se um dos momentos mais divertidos da corrida. Nada mais nada menos que CINCO carros estavam brigando pelo terceiro lugar, citando por números: #36, #17, #12, #1 e #37, respectivamente. Novamente, quem se saiu mal acabou sendo o RC F #36, melhor para o brasileiro João Paulo de Oliveira, que galgou a quarta posição, perdendo apenas para o KEIHIN NSX e na frente dos campeões do ano passado, o #1 MOTUL GT-R, de Tsugio Matsuda e Ronnie Quintarelli. O RC F #36 ainda perdeu mais duas posições, uma pro seu irmão gêmeo, o #37, e uma pro #39, o DENSO KOBELCO RC F, que era pilotado por Heikki Kovalainen.

Os abandonos da GT500 ficam por conta do #24 D'station ADVAN GT-R, logo no início, por problemas no motor, por conta também de dois NSX, desde 2014 problemáticos, com o ARTA e RAYBRIG, e somado ao principal desfecho da corrida: o ZENT CERUMO RC F. Com o resultado dessa corrida, a MOLA sobe pra quarto lugar, atrás de, respectivamente: Caldarelli/Hirakawa (KeePer TOM'S), Oliveira/Yasuda (IMPUL) e Quintarelli/Matsuda (NISMO).
A classe GT300 teve uma novidade na pole: pela primeira vez, um carro da subclasse "mother chassis" conquistou o melhor tempo. Era o #25 VivaC 86 MC, pilotado por Takeshi Tsuchiya e Takamitsu Matsui, com o apertado tempo de 1'33.915, Nos primeiros instantes, era notável a superioridade dos GT-R GT3, mesmo com lastro. Não deu outra e o "verdadeiro Godzilla" acabou passando-o, mais precisamente o #3 B-MAX NDDP GT-R, que era pilotado por Hoshino filho (Kazuki) na ocasião. O mesmo foi seguido por outro GT-R GT3: o da GAINER, com o carismático Andre Couto no volante.

A diferença entre o primeiro e o segundo colocado da GT300 só aumentava. Isso de certa forma era ruim, caso o #10 GAINER TANAX GT-R chegasse me segundo, Andre Couto liderará o ranking. As SLS AMG GT3 estavam se aproximando do topo, deixando pra trás os carros "da casa", como o PRIUS-GT e o BRZ da R&D SPORT.

Como na GT500, na GT300, o pole position não ganhou a corrida. O VivaC 86 decaia e constava tentar ganhar alguma coisa com o stint da troca de compostos e pilotos da classe. Nessa brincadeira, outro que tentou segurar até as pontas a liderança foi o #2 SYNTIUM LOTUS, o SGT-Evora, outro carro da subclasse "mother chassis". Infelizmente, não deu nem pra um, nem pra outro. Não houve nenhum problema para os demais da ponta.

Os campeões do ano passado, Nobuteru Taniguchi e Tatsuya Kataoka, tiveram um desfecho nesta corrida quando o pneu traseiro esquerdo da #0 Hatsune Miku SLS furou à 10 voltas do fim. Nada grave, mas tiveram que perder um bom tempo nos boxes e, sem chance alguma de uma boa colocação, ficaram apenas em 13º.
Muito provavelmente não veremos esses caras nas próximas etapas
Não lembro quantos carros estiveram no grid da GT300, mas sei que tiveram baixas (alguns não levaram seus carros pra Tailândia) e uma participação local tentou ganhar algum destaque. Já falei da REITER Engineering aqui? Colocaram uma Gallardo RE-X – obra prima deles – para correr contra as equipes japonesas. Os pilotos foram o tcheco Tomas Enge e um tal de Chonsawat Asavahame. Não fizeram um espetáculo, mas deram um pouco de sal no belo grid do campeonato – chegaram, no fim, em 12º.

De certo modo, esta foi uma boa corrida pro pessoal da Studie, que andam de Z4 e contam com a pilotagem de Seiji Ara e Jorg Muller, que superaram em todos os sentidos os rivais da Mercedes-Benz e os dois Audi R8 ultra. Com a terceira colocação nesta corrida, eles sobem pra sexto em ambos os rankings, de equipes e pilotos.

E, claro, falando dos líderes, com esse resultado, a B-MAX, vitoriosa em Chang, vai pro ranking em segundo com a dupla de pilotos (Hoshino e Takaboshi). Estão atrás apenas de Andre Couto (e apenas à 1 ponto de distância). Couto pontuou sozinho por ter sido o único piloto da última corrida participante desta, uma vez que Katsumasa Chiyo foi brincar de vencer os 1000km de Paul Ricard, válidos pro Blancpain Endurance Series e Ryuichiro Tomita não pontuou em Fuji, por algum motivo.

Este deve ter sido o último texto que escrevo sobre a SUPER GT não-presencial e/ou correspondente daqui do Brasil. "Como assim?" Você deve estar perguntando... Bem, aguarde nos próximos dias o verdadeiro motivo. Como isso também é um blog pessoal, postarei aqui.

Resultado da GT500 / GT300
Ranking de pilotos da GT500 / GT300
Ranking de equipes da GT500 / GT300

As fotos foram pegues no Auto Sport japonês.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Breaking News: SUPER GT e DTM de regulamento idêntico definido

Durante uma conferência realizada hoje e conversada desde o dia das 24 Horas de Nürburgring – acontecidas no dia 17 e 18 de maio deste mês, as representantes dos dois campeonatos (GT-A, da SUPER GT, e ITR, do DTM), em parceria com a IMSA, definiram mais uma vez as regras programadas para o futuro dos dois campeonatos.

Como esperado desde o principio, o regulamento técnico prevê a adotação dos motores de 4 cilindros em linha turbo de 600cv nos carros do DTM, que atualmente usam V8 4.0L aspirado. A SUPER GT já faz uso dos 4-em-linha turbo, mas por enquanto, debitam 550cv, com um dos carros possuindo propulsor híbrido: o Honda NSX-GT. A silhueta, aerodinâmica e ao que se diz a respeito da aparência dos carros provavelmente continuará sendo a mesma que o DTM e a SGT estão usando atualmente.

Está previsto para que o conjunto técnico venha à tona em 2017. Além disso, é esperado que ambos os campeonatos, ao fim da temporada 2017, corram uma corrida juntos, no início de 2018, na Alemanha. A IMSA também prevê a abertura de um campeonato baseado neste regulamento, que passará a ser chamado de "Class One", cujo já foi comentado aqui no blog no fim do ano passado. Há também possibilidades de uma montadora americana ingressar na nova categoria, caso a IMSA concretize a idealização de um campeonato do porte nos Estados Unidos.

Por enquanto é isso...

Logo mais irei atualizar em caso de novidades referente a este fato.

domingo, 3 de maio de 2015

Dobradinha de Nissan GT-R... nas duas classes!

É assim que inicio o post sobre a corrida que aconteceu mais cedo, no Fuji Speedway, direto da província de Shizuoka, em frente àquele vulcão que os especialistas mais pirados do planeta relatam que pode entrar em erupção a qualquer hora. Só sei que, diante de 58 mil e tantos espectadores fanáticos (pretendo me incluir entre eles, daqui uns meses), a erupção, na corrida, foi completamente da Nissan, nos dois lados da divisão!

De forma precisa e inquieta, a NISMO, com o MOTUL AUTECH GT-R, campeão do ano passado, conseguiu ser líder da GT500 de ponta-a-ponta. Tranquila? Nem pensar. Há poucos décimos, na segunda posição, estava o GT-R da IMPUL, que João Paulo de Oliveira pilota e que iniciou a perturbação contra o carro-irmão. Lembro que a distância era quase mínima entre esses dois carros até a primeira parada, mas já já chegamos lá...
Cerca de 10 voltas completadas, de uma maneira muito estranha, um dos carros da GT300, mais precisamente a Lamborghini Gallardo GT3 #88, de Manabu Orido, Kimiya Sato e Kazuki Hiramine – com este último ao volante, perdeu o pneu traseiro esquerdo, resultando até em uma "pequena" chama que comprometeu o motor, uma vez que este fica na posição central do carro. O incidente, por bem, não afetou outros carros, mas ocasionou a entrada do safety car por precaução.

Enquanto isso, muitos dos carros já iniciavam suas paradas para troca de pneus. mas nenhum da GT500. Voltando a principal briga da corrida, ao apagar das luzes do safety car (ao que me recordo, na volta 15), Ronnie Quintarelli, na reta do circuito, quase bobeou em continuar com baixa velocidade – João Paulo de Oliveira só não o passou porque, muito provavelmente, temia que fosse punido. Foi uma precaução até que bem executada, pois continuou nos proporcionando a briga do momento. 

Ao primeiro stint da troca de piloto e de pneus, o NISMO #1 entrou primeiro. Quitarelli cedeu o cockpit ao futuro piloto da Nissan nas 24 Horas de Le Mans esse ano, Tsugio Matsuda. O CALSONIC IMPUL GT-R veio parar uma volta depois, basicamente na mesma estratégia. Hironobu Yasuda assumiu o cockpit do azulão – e aí vem um dos maiores sustos durante a corrida. Carro, pneu e combustível ok, voltou pra pista na frente do MOTUL AUTECH, porém, inesperadamente, mesmo com os pneus novos, Hiro quase "rodopeia o peão" da IMPUL e perde de forma fácil para o líder original. Não houve outra solução a não ser ir atrás do prejuízo – que estava a um segundo à frente.
Apesar da dupla dobradinha, não foi um mar de rosas completo pra Nissan. O S Road MOLA GT-R #46 sofreu um drive through penalty e ainda rodou, perdendo totalmente o foco
O segundo stint foi bem mais dramático, pois J.P. assumiu novamente o volante, mas não conseguiu acompanhar mais o #1 da NISMO, que contava novamente com Quintarelli.

De uma forma tímida, uma vez que os Lexus não estavam lá aquelas coisas, o melhor deles (PETRONAS TOM'S RC F) abocanhou a terceira posição, mas não sobrava diferença entre os melhores GT-R da GT500 e ficou cerca de 30 segundos atrás até o fim da corrida. A Honda também teve um bom representante entre os 4 primeiros colocados: KEIHIN NSX, que de Koudai Tsukakoshi e Hideki Mutoh, lhes renderam um bom quarto lugar. Em contrapartida, os outros NSX não foram bem, sendo que dois deles foram recolhidos por problemas mecânicos.

A GT300 começou com o Prius #30 da apr liderando o pelotão, com a GAINER SLS #11 de Bjorn Wirdheim e Katsuyuki Hiranaka incomodando os dois GT-R GT3 – no caso, o B-MAX NDDP GT-R #3 e o GAINER TANAX GT-R #10, que no fim foram responsáveis pela dobradinha da Nissan nesta classe.
Lembre-se: dois dos bem bons estão pilotando esse carro – André Couto e Katsumasa Chiyo
Acerca do já citado incidente envolvendo a Lamborghini #88, o safety car foi acionado, e aproximou esse quarteto novamente. Logo após o fim o GT-R #3 e a SLS #11 passam o Prius, O GT-R da Gainer, com Ryuchiro Tomita ao volante, foi pros boxes pensando na melhor estratégia: pare primeiro e veja a concorrência perder tempo e borracha na pista – e entregue o carro para Katsumasa Chiyo, o autor da vitória da Nissan nas 12 Horas de Bathurst. Sim, ele corre full season na SUPER GT esse ano.

O B-MAX GT-R, o Prius e a SLS #11 começaram uma briga interna tanto na pista quanto na estratégia de parada. Deram uma chance a um certo ARTA CR-Z GT de curtir o primeiro lugar, mas não por muito tempo, pois o próprio foi mandado pra garagem. A estratégia da Gainer para o GT-R #10 caiu como uma luva e o carro começou a liderar com um pouco de folga pro segundo, na ocasião o Prius, que acabará de mandar Yuichi Nakayama ceder o cockpit para Koki Saga. A SLS #11 estava com Bjorn Wirdheim agora, e a NDDP perdeu um dos pneus, mas já estava a caminho dos boxes

A partir desta pauta, vimos um tremendo show de disputa pelo... segundo lugar. Esqueçam o TANAX GT-R lá na frente e olhem pro Prius e a SLS aqui, brigando pau-a-pau. A SLS batia quase 280km/h na reta, enquanto que o híbrido da Toyota compensava tudo nas curvas. Não tenho muito a descrever, só digo que foi um espetáculo a parte.
Finalzinho escaldante na GT300 – the "Godzilla" mandando ver contra a asa-gaivota e o híbrido mais amado do mundo
Durou um bom tempo, mas ao final da corrida (com o GT-R #10 já consolidando a vitória), o B-MAX NDDP GT-R vinha, constantemente, volta por volta, cada vez mais rápido e disposto a atacar, como o Godzilla, a SLS e o Prius – e foi o que aconteceu. Por incentivo de Masahiro Hasemi (a lenda, chefe de equipe da NDDP) nas voltas finais, saia da cabine para saudar o desempenho de Mistunori Takaboshi, que estava pilotando no momento. "Hayaku, hayaku!", era o que parecia vir da boca e dos braços de Hasemi, toda vez que o GT-R #3 passava na reta.

O resultado foi um segundo lugar.

O Prius, "para a alegria de muitos", sofreu uma queda repentina logo no fim – e perdeu a chance de ir pro pódio. O terceiro lugar caiu como uma luva para a dupla Bjorn Wirdheim e Katsuyuki Hiranaka. Em compensação, o toyotão terminou em quarto.

Os campeões da GT300 no ano passado, Nobuteru Taniguchi e Tatsuya Kataoka, ao final da corrida, conseguiram a quinta posição, com a novíssima SLS AMG patrocinada pela Hatsune Miku, depois de uma boa briga contra a Studie Z4 de Jorg Muller e Seiji Ara.

Quanto à baixas, uma péssima corrida para os "mother chassis", no caso, os 86 MC e o Lotus Evora, que foram completamente nocauteados pelos problemas mecânicos. Outras baixas envolveram problemas de câmbio, pneu furado e falha no motor. Tudo isso mistura-se aos carros como a McLaren MP4-12C, um dos Audi R8 e o novo Lexus RC F GT3.

Te vejo em 21 de junho, SUPER GT. A próxima é a Tailândia, no Cheng International Circuit.

Resultado da GT500 / GT300
Ranking de pilotos da GT500 / GT300
Ranking de equipes da GT500 / GT300

domingo, 5 de abril de 2015

Round 1, Okayama – Festa completa da Toyota

Queiram me desculpar, mas pra quem não assistiu a corrida, acha que viria "mais do mesmo" e tal. Mas não foi isso que aconteceu. O Lexus RC F #37 da TOM'S ganhou, mas não foi muito fácil.

A corrida começou quase provocando um pé d'água, demorou um pouco. Ok, os Lexus estavam na frente, um deles rodou na pista, mas logo recuperou a posição de origem. Porém, mal sabiam os Toyota's de luxo que vinha, de forma discreta, os Nissan até a ponta. Passados vinte e tantos minutos da corrida, veio o da NISMO primeiro, ameaçando o segundo lugar do Team LeMans, até conseguir se aproximar do #37 KeePer RC F e roubar o primeiro lugar – briga de compatriotas, pois Ronnie Quintarelli e Andrea Caldarelli são italianos. Lá atrás, Satoshi Motoyama, no #46 S Road MOLA GT-R, com sua vasta experiência com esses carros, tentava de tudo desde o começo da prova, mas nessa altura já estava em terceiro e a 13 segundos do #37 KeePer.

Mais discreto que o GT-R nessa corrida, foi o NSX. Vocês lembram como esse carro foi no ano passado? Pois é. Foi tão medíocre que teve que ter um reforço especial liberado pela GT-Association, e agora ele é mais leve que os demais. Enfim, voltando... Cara, aquele Drago Modulo... (!!!)
Graças aos "trabalhos" da turma da GT300, o #15 Drago Modulo NSX conseguiu ultrapassar, de forma apertada, o MOLA GT-R de Motoyama. Como se não bastasse, trouxe o irmão número 100 junto, o RAYBRIG NSX. Outro carrinho discreto, durante a corrida, foi o #12 CALSONIC IMPUL GT-R de Hiro Yasuda e João Paulo de Oliveira, que teve um desempenho mediano no qualifying.

Para ajudar, a NISMO "perdeu" o carro por um freio traseiro esquerdo. Se não me engano, ao que entendi da narração japonesa, foi superaquecimento. Duro golpe pra quem terminou a última etapa do ano passado com vitória e título duplo na GT500... Quem assumiu a ponta, o KeePer RC F?

Por pouquíssimo tempo, pois o dragão modular já estava ali, com todos os setores baixados e pronto para assumir a primeira colocação. O #100 RAYBRIG era o próximo a atacar o RC F da TOM'S e deixou uma bela de uma disputa rolar entre os dois NSX. Estranhamente o Lexus perdeu muito rendimento, senão fosse o fato de que TODOS os RC F da corrida estivessem perdendo também. Até o azulão GT-R encochou no RC F branco meio azul. Na casa das volta de número 30, todos eles pararam para troca de pneus (ambos mantendo o pneu de chuva... pobre KEIHIN com seus pneus slick...), exceto alguns, claro, tipo aqueles que não tinham sequer chance de vencer, pois já estavam tomando gap de uma volta em cima (WedsSport RC F, KEIHIN NSX, D'station GT-R etc.), mas dos que tinham todas as chances de vitória, o #37 KeePer TOM'S RC F foi o último a parar, acerca da volta 42 e com Masanori Sekiya ciente de que acertou na estratégia. Ryo Hirakawa assumiu o posto do #37.
Sekiya, Hirakawa e Caldarelli
O Drago NSX perdeu importantes posições após a troca, deixando o RAYBRIG sozinho para brigar diretamente com o KeePer RC F. Uma briga linda que rendeu favoritismo ao #100 NSX... até o toró cair por terra, perder rendimento a ponto do RC F se aproximar de novo e tomar o bom e merecido primeiro lugar da Honda, por todo o sofrimento que passaram no ano passado.

Mas isso é corrida, e tudo pode acontecer.

Tanto é que o #38 ZENT CERUMO RC F, de Yuji Tachikawa e Hiroaki Ishiura, conseguiu superar o ARTA NSX, que a altura encontrava-se na terceira colocação. O final da corrida foi impressionante, pois todos os discretos da pista semi-seca, perderam na chuva. O brasileiro João Paulo de Oliveira não conseguiu manter o quarto posto e ficou pela sétima colocação, sendo superado por um nome muito familiar: Heikki Kovalainen. Uma ótima estreia do finlandês, de fato, pela SARD. E também uma boa estreia do Drago Modulo, que tinha como piloto Takashi Kogure e o estreante Oliver Turvey, que caiu de paraquedas no Japão após uma aventura sem muito auê nos monopostos da Zoropa.
Resumo das primeiras voltas
Encerrando o post da GT500, agora na GT300, esta cheia (de novidades e de grid), a situação foi um pouco mais complicada. O #10 GAINER GT-R GT3 de André Couto e Katsumasa Chiyo sofreu, muito, pra segurar a ponta, e logo no início já foi superado pelo PRIUS GT, da apr, com Koki Saga ao volante. De lá o Toyota não saiu. O pole position só foi despencando, e despencando... até se encontrar com os Audi R8 – esse ano, tem dois na GT300 – que surpreendentemente, estavam bons na corrida. Não que eu os ache ruim, mas é uma surpresa mesmo assim.

Sinceramente, não tenho o que falar muito da GT300, a não ser das novidades, da pequena disputa que os Audi e o ARTA CR-Z GT tiveram na ponta e alguns abandonos. Começando de trás pra frente: é óbvio que dentre 28 carros, com mais 15 da outra classe e com um circuito muito travado, não iam terminar todos. O primeiro abandono veio logo na segunda volta, da #7 Studie Z4 com Seiji Ara a bordo. Uma das duas Lamborghini desta classe também abandonou (pneu traseiro direito se soltou). Outro que acabou abandonando, foi o 86 MC #88, decorado com pintura do Speed Racer, da turminha dos "Mother Chassis", que a DOME fornece pra classe menor.
De fato, não houve uma boa estreia dos "Mother Chassis". O Up Garage BANDOH 86, além do dano causado pelo além (sério, não sei como e por que ele entortou a asa e o difusor) só conseguiu ver a quadriculada umas seis voltas atrás. O SGT-EVORA até que não foi tããão ruim, mas terminou longe, mesmo assim, em décimo sexto. Ao menos o VivaC 86 MC, conseguiu o top 10 da GT300, em nono.

Ainda sobre as novidades, até que a nova Ferrari 458 e o RC F GT3 mostraram serviço, mas vão ter que provar mais nas próximas etapas. A única briga significante (pelo que a transmissão da J Sports mostrou) só o ARTA contra os Audi, mesmo. A chuva foi mais intensa para a turma da GT500.

Ao menos o CR-Z GT terminou em segundo, de uma forma similar ao que ocorreu na GT500: mais de 40 segundos de diferença entre o primeiro e segundo colocado. A corrida provou que, os híbridos mandam na chuva... ao menos por enquanto! O belíssimo Audi R8 do Team Hitotsuyama conseguiu terminar em terceiro.

Houve, além do VivaC 86 "Mother Chassis", um carro discreto terminando no top 10: a nova SLS dos campeões Nobuteru Taniguchi e Tatsuya Kataoka. A dupla, acerca da estratégia, conseguiu duas posições (largaram em sétimo) e certamente vão brigar pelo título mais uma vez. Em todo caso, "N.O.B" pode ser tricampeão se conseguir por a SLS do TeamUKYO entre os primeiros.

Você confere o resultado da GT500 aqui, e o da GT300 aqui.

E se você não concorda comigo, assista e mude de opinião (agraciado pela galera da NISMO.TV, por ter feito transmissão da corrida na integra, em inglês!):

Então é isso. A próxima parada é em Fuji, no dia 3 de maio. Se you next time!

sábado, 4 de abril de 2015

A SUPER GT voltou! E o Lexus RC F leva a pole position em Okayama

Finalmente! Neste fim de semana, teremos a primeira rodada da SUPER GT em 2015, como tradição há um certo tempo, em Okayama, aquele mesmo circuito que ficou semi-famoso fora do Japão após sediar dois GP's do Pacífico, na Fórmula 1 nos anos 90. A Lexus (leia-se Toyota) acabou que levando a melhor com o RC F, mais precisamente, o #37 da TOM'S, o KeePer, que conta com Andrea Caldarelli e agora, Ryo Hirakawa.

Como se não bastasse, o Lexus RC F dominou praticamente as três primeiras posições do qualifying. O melhor carro da concorrência, foi o #1 MOTUL AUTECH GT-R, campeão da GT500 ano passado, com os mesmos Ronnie Quintarelli e Tsugio Matsuda. Atrás deste GT-R, está mais um RC F: o #36 PETRONAS TOM'S. O melhor Honda, como de costume, vem sempre sendo o da DOME, que é a responsável pela manutenção de todos eles. Na pista, a equipe foi a melhor com o "novíssimo" (porque é o mesmo carro do ano passado, com nova pintura e novo número) #15 Drago Modulo NSX, seguido por mais um RC F, o da SARD, que conta com uma nova dupla: Kohei Hirate e, Heikki Kovalainen, a maior novidade da classe.

O #12 CALSONIC IMPUL GT-R, o favorito dos leitores, foi o último classificado do Q2, e larga na oitava posição. Nos treinos livres, o carro sofreu problemas de aquecimento, pondo em risco sua chance de se classificar entre os primeiros, mas não foi muito além e João Paulo de Oliveira e Hironobu Yasuda vão ter que trabalhar bem se caso queiram conquistar um pódio... ou mesmo a vitória.
Irmão de outra mãe: Subaru BRZ GT vs. Toyota 86 MC
A classe GT300 tem muito mais novidades do que a GT500 esse ano. Mas hoje, quem se deu melhor no qualifying foi um velho guerreiro da guarda: o GT-R GT3, da GAINER. Na verdade, o carro é novo, incluindo a dupla: André Couto e Katsumasa Chiyo... Não tinha como dar errado, e o japonês declarou que "após a vitória nas 12 Horas de Bathurst, foi o melhor carro que ele já pilotou." Não muito distante, está o outro carro da GAINER: a SLS que ajudou a conquistar o título de equipes ano passado, com Bjorn Wirdheim e Katsuyuki Hiranaka.

O Honda CR-Z GT da ARTA, depois de muitos problemas no ano passado, conseguiu conquistar uma boa terceira classificação no qualifying, mas logo atrás, está uma das maiores novidades do campeonato, que é o 86 "Mother Chassis", que andou apenas uma vez ano passado, na Tailândia. O carro em questão é do Team Tsuchiya (não confundir com Keiichi Tsuchiya), e o carro se chama #25 VivaC 86 MC. O quinto posto no grid é seguido por mais um Toyota, mais precisamente o Prius, da apr, seguido pelo GT-R GT3 da NDDP e a SLS GT3 da dupla campeã de pilotos ano passado nesta classe: Nobuteru Taniguchi e Tatsuya Kataoka.
Todos os pilotos da classe GT300
E as Z4? Bem, como o TeamUKYO trocou a sua Z4 GT3 "Hatsune" pela SLS, restou apenas duas, e elas se classificaram em oitavo (#7 Studie Z4) e em décimo sexto (#51 JMS LM corsa Z4). Os outros dois 86 MC fizeram nome na décima terceira posição (#18 UpGarage Bandoh 86) e vigésima sexta posição (#5 Mach 86). 

Ainda sobre as novidades, a Ferrari voltou a ter uma representante na GT300, e a #77 KSF Direction Ferrari 458 conseguiu se classificar pro Q2 e larga em décimo primeiro. O #2 Apple Lotus Evora larga em décimo sétimo.

Daqui a pouco, divulgarei uma imagem com todos os carros da GT500 e GT300 na página do blog,no Facebook.

Resultado do qualifying da GT500 AQUI
Resultado do qualifying da GT300 AQUI

E o link da corrida? Clique aqui e espere ela até 2h30 da madrugada de hoje pra amanhã, do horário de Brasília.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Kamui Kobayashi é o novo piloto de testes da Toyota Racing no WEC

Kamui nas 6 Horas de Fuji de 2013, como piloto da AF Corse
Kamui Kobayashi foi escalado como o novo piloto de testes – e consequentemente reserva – da Toyota Racing, que anda com o programa LMP1 no Mundial de Endurance (WEC).

Koba, que é mundialmente conhecido por sua passagem na Fórmula 1, irá substituir o lugar deixado por Mike Conway – sendo que este agora é piloto oficial da equipe, devido a saída de Nicolas Lapierre na metade do campeonato. Ele vinha testando o carro recentemente ao lado dos pilotos Mathias Beche e Jean-Eric Vernge no Aragon.

Caso Kobayashi seja escalado para uma das etapas do WEC como reserva, será seu retorno ao Mundial desde a sua participação com a AF Corse, na classe GTE-Pro, em 2013.

"Eu sei que boa parte dos membros do meu tempo de Toyota na Fórmula 1 estão nessa, então é como se fosse voltar pra casa. Andei testando o TS040 e eu estou impressionado. A tecnologia híbrida é realmente avançada."

Ainda continua. "É um ano muito importante para a Toyota, e estou muito ansioso para construir uma ótima relação de trabalho com todo mundo e ajudar no melhor que for possível para desenvolver o carro."

Por via, Kamui irá participar do Journeé Test das 24 Horas de Le Mans. Esse ano, além do novo cumprimento de piloto de testes da Toyota, ele vai ser full season no Japão pela Super Formula, pilotando pro Team LeMans.

Instantâneo do site Sportscar365.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Veja quais são as equipes que confirmaram seu programa – até agora – na temporada 2015 da SUPER GT

A primeira etapa da SUPER GT esse ano começa no dia 5 de abril, em Okayama. Desde então, estão sendo feitos testes coletivos nessa mesma pista, em Suzuka, em Fuji e uma sessão malaia em Sepang.

Durante esse tempo, também, foram anunciados os programas oficiais das equipes da GT500 e da GT300. No caso da ultima classe, nem todas ainda confirmaram seus pilotos, assim como não confirmaram seus carros.

A começar pela GT500, como todos sabem, a NISMO vai com o #1 esse ano, por ser a atual campeã da classe, com o MOTUL AUTECH GT-R, que para defender o título, volta a ser pilotado por Tsugio Matsuda e Ronnie Quintarelli. A IMPUL também mantém os mesmos pilotos de antes, no caso, o brasileiro João Paulo de Oliveira e o japonês Hironobu Yasuda, ambos no GT-R #12. A MOLA também continua com o mito Satoshi Motoyama e Masataka Yanagida no #46.
É assim que veremos o MOTUL AUTECH GT-R esse ano
A única equipe da Nissan na GT500 que teve uma mudança relevante foi a Kondo Racing. Michael Krumm, que aceitou ser piloto full season da Nissan no WEC, deixa a classe – novamente – e cede lugar a ninguém menos que Lucas Ordonez, o primeiro graduado do GT Academy, que ano passado guiou pra NDDP Racing na GT300. Ordonez fará parceria com Daiki Sasaki no GT-R #24 patrocinado pela D'station.

Na Lexus, a coisa está mais bagunçada. As duas únicas equipes que mantém o mais do mesmo, é o Team LeMans e o Team Bandoh, que continuam sendo pilotados por Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto e Juichi Wakisaka/Yuhi Sekiguichi, respectivamente. Certamente, a mudança mais relevante da Lexus foi a saída de Kazuki Nakajima, que preferiu ser full season, assim como Krumm, no WEC, pela Toyota Racing. No seu lugar entra Daisuke Ito, para ser companheiro de James Rossiter no PETRONAS TOM'S RC F #36.
E com a saída de Daisuke Ito do carro #37, quem entra no seu lugar é Ryo Hirakawa, com Andrea Caldarelli sendo mantido. A CERUMO também apresenta mudanças, com o novo companheiro de Yuji Tachikawa sendo Hiroaki Ishiura, que trocou de lugar com Kohei Hirate, este indo pra SARD e sendo companheiro de ninguém menos que Heikki Kovalainen.

Há também boas mudanças na Honda, a começar pela DOME, que muda de numero (de #18 nos anos anteriores, vai pra #15 esse ano) e também um dos patrocinadores. Sai a Weider e entra a Drago – a confirmar se a pintura da equipe mudará drasticamente. Os pilotos da DOME serão Takashi Kogure e Oliver Turvey, este com estreita relação com a McLaren na Fórmula 1, aí já viu, né? É um bom nome, de qualquer forma.

Outra mudança notória é na ARTA, que na GT500, não conta mais com o ex-F1 Vitantonio Liuzzi, entrando em seu lugar Nojiri Tomoki, Kosuke Matsuura, que continua na equipe. Hideki Mutoh sai da Kunimitsu e entra na vaga deixada por Toshihiro Kaneshi, até então parceiro de Koudai Tsukakoshi, este mantido na REAL RACING, do KEIHIN NSX #17. A equipe de Satoru Nakajima muda de numero e vai com o #64, numero esse sendo utilizado pela ultima vez há mais de dez anos atrás, mas mantém os mesmos de antes: seu filho Daisuke Nakajima e o belga Bertrand Baguette, E com a ida de Takashi Kogure pra DOME, quem ocupou seu lugar na Kunimitsu foi Naoki Yamamoto, que conta agora com parceria de Takuya Izawa, fechando a lista completa da GT500 em 2015.
Finalmente, acertaram a mão na pintura!
Uma mudança notória na GT300, é a adesão da TeamUKYO, equipe até então dos campeões Nobuteru Taniguchi/Tatsuya Kataoka ao SLS AMG GT3, que vai com o #0 e abandona o ótimo BMW Z4 GT3, sendo assim do mesmo páreo para aquela que brigou pelo título até o fim da última corrida no ano passado, a GAINER, que ao menos conseguiu ser campeã nas equipes.
Carro novo, pintura, nem tanto. A Hatsune Miku continua esbanjando o lado "Itasha" da força automorfística
Aliás, falando em GAINER, uma SLS da equipe foi eliminada e dá lugar ao novíssimo GT-R GT3, e com carne nova, também: Katsumasa Chiyo, recentemente campeão das 12h de Bathusrt, e o épico macaense Andre Couto, que anda um pouco ofuscado. Na SLS, Bjorn Wirdheim e Katsuyuki Hiranaka foram mantidos. A Rn-Sports se desmembra da equipe e monta sua própria, com a SLS #111, que vai ser pilotada por Masayuki Ueda e Tsuruta Kazuya.
O novíssimo Lotus Evora da CarsTokaiDream28
As grandes novidades ficam por conta da CarsTokaiDream28, que traz exclusivamente um Lotus Evora adotado no "mother chassis", cujo este tipo de monocoque é universal para alguns carros construídos dentro do regulamento da JAF. O carro, que será conhecido como "Apple Lotus Evora", será guiado pelos mesmos pilotos do ano passado: Kazuho Takahashi e Hiroki Katoh.

Outro carro pertencente ao mother chassis, é o 86-GT. Visto ano passado na Tailândia, este ano, ao menos uma confirmou que participará com o modelo, sendo então da novíssima equipe UP GARAGE, que tem passagem de sucesso pelo D1GP e vai com suporte da Bandoh ne empreitada da GT300. Os pilotos ainda serão anunciados.
Não é o BRZ! É o novíssimo 86-GT "MC"
Outra novidade que merece ser contemplada aqui no blog é a volta da Ferrari 458. A última vez que vimos uma destas no campeonato foi nas primeiras etapas de 2012. Para este ano, essa "mitada" fica por conta da Direction Racing, que por enquanto só confirmou Naoki Yokomizo. E mais um que está no embalo das novidades é a LM corsa, que além de alinhar dois carros dessa vez, um deles será o novo RC F das especificações GT3, sendo responsável pelo debut deste carro no automobilismo. 

Com a ida de Lucas Ordonez pra GT500, a NDDP Racing fica ocupada por Kazuki Hoshino e Akira Makoto. A ARTA mantém o CR-Z GT e os mesmos pilotos de antes, e provavelmente será a única com o CR-Z GT, já que não consta a MUGEN na lista de inscritos – ainda. O restante ainda não anunciou seus respectivos carros e pilotos.

A SUPER GT BRASIL irá atualizar com o tempo até que todas as equipes apresentem seus programas completos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

TOP 5: Os pilotos que merecem pilotar o Nissan GT-R LM NISMO

Está aí. A Nissan já divulgou o que ela pretende levar pra Le Mans e pro WEC – trata-se do tão badalado Nissan GT-R LM NISMO (chamarei ele mais de GT-R LMP1 daqui pra frente), e junto dos diversos vídeos de divulgação do programa desportivo, está vindo também periodicamente o anuncio dos pilotos escalados para o monstrinho, seja a tempo inteiro ou só no terceiro carro de Le Mans.

Sim, caros leitores, é um carro e tanto. É completamente diferente de tudo que imaginamos, muito ousado, mas vou maneirar por aqui. O assunto principal do post é selecionar alguns dos pilotos que realmente merecem entrar nesse programa desportivo. 

Isso é um ranking pessoal. Não me espelho em nenhum site, nem nada, só nas minhas perspectivas em relação a esses pilotos. E antes que perguntem, não vou listar nenhum graduado do GT Academy, justamente porque todos eles realmente merecem fazer parte da trajetória do GT-R LMP1, sem hierarquia. Se fosse um top 10, até que seria um caso a parte listar pelo menos cinco deles, mas faltam exatamente cinco pilotos pra serem anunciados pelo programa e acho que esses que vou listar até que merecem mais, pois estão dentro da casa há mais tempo.

Vou começar os exemplos, por ordem decrescente.

5 – KAZUKI HOSHINO
"Quem diabos é Kazuki Hoshino?" – perguntou o leitor, nesse exato momento. Bem, é o filho da lenda, do cara mais rápido do Japão, o cara que ajudou a popularizar o tão famoso GT-R todo azul com patrocínio da Calsonic Kansei, uma empresa especializada em segmentos automotivos. O filho de Kazuyoshi Hoshino começou a carreira no automobilismo por volta dos vinte e poucos anos, já não tão novo assim, na SRS-F. Depois de uma temporada sem muitos aperitivos, foi tentar a vida na Inglaterra, pela Formula Ford e posteriormente Renault, mas sua carreira mesmo, teve nome lá no Japão, quando voltou para pilotar pro pai, na IMPUL.

Em 2003, ele começou na GT300, mas de 2004 até 2007, ele pilotou na GT500 com o CALSONIC Z, mas no ano seguinte preferiu voltar pra GT300 e consagrou-se campeão em duas oportunidades: 2008 e 2010 –  nesta última, pilotando pra equipe de Masahiro Hasemi, o maior rival de seu pai. E o Hoshino filho permanece na SUPER GT até hoje, tentando seu máximo.

Tá, a carreira dele não é de "ooooooh, é um campeão", mas por ser um nome de peso – o pai já pilotou em Le Mans diversas vezes e subiu ao pódio em terceiro lugar em 1998 – e por ser um piloto extremamente constante, com fome de vitória, merece participar do ambicioso programa da Nissan na sua volta ao endurance.

4 – MICHAEL KRUMM
Esse nome é bem mais familiar que o quinto colocado da lista, não é verdade? Até eu acho. Michael Krumm é típico do estrangeiro que vai tentar sua carreira no Japão e consegue – até mais que alguns conterrâneos – títulos, vitórias e muitos, muitos fãs. É praticamente um nipo-alemão, que começou a carreira nos anos 80, pilotando no alemão de Formula Ford e Opel Lotus, onde consagrou-se campeão.

Seu nome começou a crescer ainda mais quando foi embora para o Japão tentar a carreira de sucesso. Em 1994, ingressou na Formula Nippon, e no mesmo ano, no JTCC. Ele nunca chegou a vencer no campeonato de monopostos, mas no JTCC ele até que fez bonito, tendo como sua melhor temporada um terceiro lugar em 1996.

Mas seu nome ficou niponicamente conhecido mesmo no JGTC, sendo piloto da Toyota entre 1995-97, ao lado de Pedro De La Rosa, foi campeão no último ano com o lendário #36 Castrol TOM'S SUPRA. Para 1998, ele foi chamado pra correr na Nissan, que conseguiu consagrar-se campeão na NISMO em 2003. Depois de tudo isso, ele começou a internacionalizar seu nome no endurance. Já tinha corrido nas 24 Horas de Le Mans no fim dos anos 90 com a Nissan, mas sua melhor colocação foi em 2002: terceiro lugar, com o aclamado Audi R8.

E o que dizer da sua carreira no FIA GT? Mesmo quando o campeonato estava chegando ao fim da vida, Krumm não sairia de lá sem ao menos um título – e foi o que aconteceu, em 2011, pela JR Motorsport, com aquele belo GT-R decorado na pintura preta e vermelha. Acho que esse é seu título mais importante na carreira.

Hoje em dia ele não aparece tanto como antes, mas ainda está ativo no SUPER GT pela Kondo Racing e periodicamente é chamado pelas equipes de endurance para correr uma ou duas corridas. Isso aqui é praticamente um verdadeiro piloto de resistência. Mais que merecido entrar no cockpit do GT-R LMP1, mesmo que seja só em Le Mans.

3 – RONNIE QUINTARELLI
Como dizem os colegas do Final Spec: "é um campeão tipo exportação". Assim como Michael Krumm, o italiano Ronnie Quintarelli se encontrou no Japão após uma longa quase eterna carreira pelo kartismo, do qual vinha participando desde os 10 anos de idade. 

Ao início do século 21, o jovem italiano conseguiu um lugar nos monopostos, vide Formula Renault italiana e a Eurocup. Em 2003, já embarcou em terras nipônicas em busca de mais e mais... você sabe do que estou falando. Ele foi inscrito na F3 japonesa, e foi campeão em 2004 com invejáveis oito vitórias.

Em 2005, um combo: convite pra Formula Nippon e SUPER GT. No primeiro ano ele pilotou pra SARD no GT e pra Kondo na Nippon. Na SUPER GT, ele ganhou os 1000km de Suzuka, mas terminou o campeonato distante, na 16ª posição. Em 2007 ele foi contratado pela Nissan, onde ele permanece até hoje e...

... conseguiu três títulos. Ele é o único estrangeiro do campeonato com três títulos: 2011 e 2012 com a MOLA, e 2014 campeão pela NISMO, ao lado de Tsugio Matsuda (esse já chamado pelo programa desportivo da Nissan em Le Mans). E depois do sucesso no campeonato, jamais pensou em sair do Japão: além da profissão como piloto cobaia da Nissan, Quintarelli constitui uma família no Japão e vive em Yokohama. Cá entre nós, é injusto não chamar esse nipo-italiano pro GT-R LMP1, né?

2 – JOÃO PAULO DE OLIVEIRA
O favorito da lista, não só da minha parte, mas também dos leitores. E não, não o coloquei na lista só por ser um simples brasileiro ativo no automobilismo japonês, mas sim porque João Paulo de Oliveira é rápido mesmo. Duvida? O cara tem uma taxa de 58 vitórias até então, 72 voltas mais rápidas e... 108 pódios. Mais do que muito campeão, diga-se de passagem.

Mas enfim, todo esse seu prestígio se deu quando ele "trocou de lugar com o irmão". José Ricardo de Oliveira corria no kartismo e incentivou ao irmão, João Paulo, a correr junto dele. O destino? José Ricardo ficou para trás e João Paulo decolou na carreira, mesmo que tenha começado tarde, aos 17 anos. 

Foi no fim dos anos 90 que ele começou a aparecer no ranking dos bem-bons. campeão da Formula 3 Sul-americana em '99 e vice em 2000. Depois, tentou na F3 alemã e arrancou um título germânico em 2003, antes de ir tentar na F3 do Japão.

E justamente na F3 nipônica, já conseguiu um segundo lugar no primeiro ano, em 2004, e o título em 2005. Esse desempenho abriu portas ao brasileiro, que teve convite imediato da Nissan para participar do SUPER GT e Formula Nippon, em 2006.

A partir daí, sua carreira decolou. Arrematou o título da Formula Nippon em 2010, sua conquista mais elevante até então, e segue no objetivo de ser campeão pela SUPER GT. Pilotando pra Hasemi (2006), Kondo (2007-10) e finalmente IMPUL (atualmente), chegou muito perto do título em 2012, 2013 e 2014, mas seu conceito de "ser um piloto extremamente rápido" falou mais alto e nas oportunidades de chegar no topo do ranking, Oliveira bateu seu GT-R. Não que isso seja algo ruim, pelo contrário. É típico de piloto constante e vencedor. 

Não é atoa que ele está sendo sempre cogitado pelos mais especializados sites de automobilismo a ser um dos pilotos do GT-R LMP1. E ele tem muitos fãs apoiando, não só brasileiros, mas também japoneses. O fato é que ele tem mais fãs japoneses do que brasileiros, porque aqui nessas terras são poucos os que conseguem valorizar um talento desses se não for dentro da Formula 1 e vencendo corridas.

É um dos caras favoritos da Nissan.

Mas por que eu coloquei ele em segundo nessa lista? Ora, confira agora quem realmente merece, sem delongas, ser um dos principais pilotos da Nissan no WEC/Le Mans.

1 – SATOSHI MOTOYAMA
Com todo respeito, lanço a pergunta: por que Satoshi Motoyama ficaria de fora do programa do Nissan LMP1? É injusto se não for chamado. É um dos principais carimbos da Nissan no automobilismo, especialmente no japonês. Sua parceria com a Nissan é datada desde o meio dos anos 90. Ele começou no kart, nos anos 80, e subiu de degrau em degrau, passando pela F3, JTCC, F-Nippon e JGTC. 

Na F3, ele teve como melhor colocação no ranking um segundo lugar, em '95. Na mesma época, Motoyama terminava em terceiro no ranking do JTCC com um Nissan Primeira. Seria campeão se não fosse uma desclassificação por conta de um toque com Takuya Kurosawa. 

A altura, ele já era piloto da Nissan no endurance. Foi escalado pras 24 Horas de Le Mans de 1998 e 1999, terminando sem sucesso devido a problemas secundários. Mas isso não manchou sua carreira, pois ele estava fazendo o nome no Japão: recém-campeão da Formula Nippon em 1998, repetindo com o bicampeonato em 2001 e, finalmente, depois de ajudar a NISMO no JGTC e não ser campeão desde então, conseguiu o título em 2003 ao lado do alemão Michael Krumm pilotando o XANAVI NISMO GT-R.

Engana-se que ele parou de ganhar desde então. No mesmo 2003, foi tricampeão na Formula Nippon. Em 2004, bi de novo, no JGTC, desta vez com um Z. Em 2005 vinha seu último título na Formula Nippon... tetracampeão, manolo! Teve uma má temporada na SUPER GT, em 2006 e 2007, mas após todas as equipes da Nissan aderirem ao novo GT-R R35 em 2008, Motoyama fez seu nome ao lado de uma lenda das 24 Horas de Le Mans: o francês Benoit Treluyer. Os dois foram campeões naquele ano com três vitórias e 76 pontos e pode-se dizer que esta foi uma das melhores temporadas de Motoyama de todos os tempos no GT. 2008 foi o último ano de Motoyama na Formula Nippon, fechando um currículo de tirar inveja, sendo o maior vencedor da história do campeonato.

Desde então ele vem fazendo história, mesmo sem títulos, ele já deixou um legado como um dos melhores pilotos da história do Japão. Em 2011, foi segundo na SUPER GT, e hoje corre por lá na MOLA, em parceria com Masataka Yanagida. Em 2012, ele voltou à Le Mans, para pilotar o DeltaWing, inscrito como um hors concours, mas o resultado foi triste, diga-se de passagem.

O Toyota TS030 #7 vinha absurdamente rápido após uma intervenção do safety car na pista, que juntou todos os carros lá pela Porsche Curves, e foi de imediato. O Toyotão deu um "chega pra lá" no pequeno e estreito protótipo americano motorizado por um Nissan, que se chocou em cheio na mureta e criou uma das cenas mais sentimentais de todos os tempos no automobilismo.

Só vendo o vídeo para sentir o sentimento que temos quando não podemos continuar aquilo que mais amamos.

E ele, desde 2003, homenageia Daijiro Kato – seu eterno amigo, que morreu na derradeira etapa de Suzuka da MotoGP – no capacete e no volante de seus carros de corrida. Não precisa dizer mais nada.

Satoshi Motoyama, além de ser um ótimo piloto, é um ser humano, espiritual e sentimental. Precisamos desse cara correndo de novo em um sonho, que é as 24 Horas de Le Mans. Na boa, Nissan, chama ele!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Oficial: Heikki Kovalainen na SUPER GT

Mais um ex-piloto da Fórmula 1 dará as caras no principal campeonato de turismo do Japão. Heikki Kovalainen foi confirmado há pouco como piloto oficial da SUPER GT.

Ele correrá pela SARD, que até pouco tempo era a única equipe sem dupla definida. O finlandês será companheiro de Kohei Hirate e pilotará o DENSO Kobelco RC F #39 na classe GT500. Kovalainen é mais um ex-piloto da categoria máxima que vai tentar pelo campeonato japonês – em 2014, foi a vez de Vitantonio Liuzzi, na ARTA.

Kovalainen era carta carimbada na F-1 não faz muito tempo. Abandonou em 2013, mas já é um veterano, tendo participado do campeonato desde 2007, após sair de um vice-campeonato da GP2. Pela McLaren, em 2008, conseguiu as melhores posições de sua carreira na F-1: 3º em Sepang, vitória na Hungria e 2º em Monza, terminando em sétimo no campeonato.
"Dirigi pela primeira vez o RC F GT500 no teste em Sepang, e tinha a impressão de que é uma máquina muito estável e rápida. Kohei Hirate é um cara legal, justo e ainda mais rápido, e todos dentro da equipe me receberam bem e espero contribuir daqui pra frente neste meu novo trabalho como piloto."

Ele ainda acrescenta: "Estou agradecido pela oportunidade de correr no SUPER GT com esta equipe, e estou muito confiante de que é possível correr na frente do povo japonês! Também gostaria de agradecer a Toyota/TRD por isso. Em primeiro lugar, o primeiro objetivo é ganhar. Em segundo, eu quero continuar lutando pelo título até a última temporada."

E com certeza ele é um grande nome pra SUPER GT. Boa sorte ao Kova na sua nova empreitada!

sábado, 31 de janeiro de 2015

SARD de volta às 24 Horas de Le Mans em parceria com a Morand Racing

Lembram do boato de que a SARD voltaria em breve pra Le Mans? Pois é. O desejo da equipe acaba de se concretizar a pouco, mas por enquanto, na classe LMP2.

Para participar do WEC e das 24 Horas de Le Mans, revogando da chance de participar da LMP1, a Sigma Advanced Race Development resolveu se juntar à Morand Racing, equipe vinda do European Le Mans Series (ELMS) e participante das 24 Horas de Le Mans do ano passado, cujo faz estreia no Mundial de Endurance. A parceria caiu como uma luva e os dois Morgan LMP2, além de toda a estrutura e decoração pronta da equipe, já tem alguns pilotos confirmados: Chirstian Klien e Koki Saga vão pilotar o carro #39 e Oliver Webb vai pilotar o #43 ao lado de Pierre Regues, faltando apenas dois pilotos em cada carro. Um deles será conhecido no reality show "Race To 24", que vai decorar também a pintura dos Morgan-SARD.

Vale lembrar que a SARD tem uma longa e estreita relação com a Toyota, mas que não vai interferir no projeto, já que além do chassi não ser rebatizado, o motor da equipe vai ser um Judd V8. 

A SARD, que hoje se encontra na SUPER GT desde que o campeonato chamava-se JGTC, tem bastante experiência em Le Mans e no endurance em geral. No passado, a equipe foi uma das principais clientes da Toyota e chegou a conquistar um pódio histórico em 1994, com o Toyota 94C-V. Para 1995 e sucessivamente 1996, o time japonês deu início a dois projetos muito interessantes: o Supra LM e o SARD MC8-R, baseado no Toyota MR2, mas ambos sem sucesso na clássica. A volta da SARD quebra um hiato de quase 20 anos da prova francesa.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Vai, Kobayashi! A formação da Toyota para a SUPER FORMULA 2015

No mesmo evento no qual foi anunciado a programação da Lexus/Toyota na GT500, foi anunciado também a formação da montadora na principal categoria de monopostos do Japão: a SUPER FORMULA.

A principal novidade é, entre elas, sem dúvida a volta de Kamui Kobayashi ao Japão, depois de 12 anos correndo pela Europa e anos na Fórmula 1, de corridas memoráveis e outras nem tanto, Koba-san esqueceu a categoria máxima e decidiu que era hora de voltar pra casa. O piloto correrá pelo Team LeMans, no SF14 #8 e terá como companheiro de equipe Ryo Hirakawa, que também foi chamado para ser parte do programa de GT500 da Lexus.
Kazuki Nakajima, mesmo compromissado no programa desportivo da Toyota Racing no WEC, não larga a SF por nada: bicampeão da categoria, o piloto continua na TOM'S e esse ano corre com o #1. Seu companheiro continua sendo André Lotterer.

E o brasileiro João Paulo de Oliveira continua sua estadia japonesa na IMPUL, de Kazuyoshi Hoshino, mas de novo companheiro de equipe: Andrea Caldarelli, que entra no lugar do defasado Narain Kartikheyan e corre com o #20 patrocinado pela Lenovo.

A CERUMO mantém seus pilotos do ano passado: Hiroaki Ishiura (que agora também pertence à equipe na SUPER GT) e Yuji Kunimoto. E das equipes com apenas um piloto, James Rossiter foi confirmado novamente pela KONDO e Yuichi Nakayama continua pela chinesa KCMG. Já a Tochigi Le Beausset Motorsports não anda com motor Toyota esse ano, encerrando sua estreita relação com a montadora.

Formação das equipes para 2015:
#1 Kazuki Nakajima - PETRONAS TEAM TOM'S
#2 Andre Lotterer - PETRONAS TEAM TOM'S
#3 James Rossiter - KONDO RACING
#7 Ryo Hirakawa - KYGNUS SUNOCO TEAM LeMans
#8 Kamui Kobayashi - KYGNUS SUNOCO TEAM LeMans
#18 Yuichi Nakayama - KCMG
#19 João Paulo de Oliveira - Lenovo TEAM IMPUL
#20 Andrea Caldarelli - Lenovo TEAM IMPUL
#38 Hiroaki Ishiura - P.mu/CERUMO INGING
#39 Yuji Kunimoto - P.mu/CERUMO INGING