segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

TOP 5: Os pilotos que merecem pilotar o Nissan GT-R LM NISMO

Está aí. A Nissan já divulgou o que ela pretende levar pra Le Mans e pro WEC – trata-se do tão badalado Nissan GT-R LM NISMO (chamarei ele mais de GT-R LMP1 daqui pra frente), e junto dos diversos vídeos de divulgação do programa desportivo, está vindo também periodicamente o anuncio dos pilotos escalados para o monstrinho, seja a tempo inteiro ou só no terceiro carro de Le Mans.

Sim, caros leitores, é um carro e tanto. É completamente diferente de tudo que imaginamos, muito ousado, mas vou maneirar por aqui. O assunto principal do post é selecionar alguns dos pilotos que realmente merecem entrar nesse programa desportivo. 

Isso é um ranking pessoal. Não me espelho em nenhum site, nem nada, só nas minhas perspectivas em relação a esses pilotos. E antes que perguntem, não vou listar nenhum graduado do GT Academy, justamente porque todos eles realmente merecem fazer parte da trajetória do GT-R LMP1, sem hierarquia. Se fosse um top 10, até que seria um caso a parte listar pelo menos cinco deles, mas faltam exatamente cinco pilotos pra serem anunciados pelo programa e acho que esses que vou listar até que merecem mais, pois estão dentro da casa há mais tempo.

Vou começar os exemplos, por ordem decrescente.

5 – KAZUKI HOSHINO
"Quem diabos é Kazuki Hoshino?" – perguntou o leitor, nesse exato momento. Bem, é o filho da lenda, do cara mais rápido do Japão, o cara que ajudou a popularizar o tão famoso GT-R todo azul com patrocínio da Calsonic Kansei, uma empresa especializada em segmentos automotivos. O filho de Kazuyoshi Hoshino começou a carreira no automobilismo por volta dos vinte e poucos anos, já não tão novo assim, na SRS-F. Depois de uma temporada sem muitos aperitivos, foi tentar a vida na Inglaterra, pela Formula Ford e posteriormente Renault, mas sua carreira mesmo, teve nome lá no Japão, quando voltou para pilotar pro pai, na IMPUL.

Em 2003, ele começou na GT300, mas de 2004 até 2007, ele pilotou na GT500 com o CALSONIC Z, mas no ano seguinte preferiu voltar pra GT300 e consagrou-se campeão em duas oportunidades: 2008 e 2010 –  nesta última, pilotando pra equipe de Masahiro Hasemi, o maior rival de seu pai. E o Hoshino filho permanece na SUPER GT até hoje, tentando seu máximo.

Tá, a carreira dele não é de "ooooooh, é um campeão", mas por ser um nome de peso – o pai já pilotou em Le Mans diversas vezes e subiu ao pódio em terceiro lugar em 1998 – e por ser um piloto extremamente constante, com fome de vitória, merece participar do ambicioso programa da Nissan na sua volta ao endurance.

4 – MICHAEL KRUMM
Esse nome é bem mais familiar que o quinto colocado da lista, não é verdade? Até eu acho. Michael Krumm é típico do estrangeiro que vai tentar sua carreira no Japão e consegue – até mais que alguns conterrâneos – títulos, vitórias e muitos, muitos fãs. É praticamente um nipo-alemão, que começou a carreira nos anos 80, pilotando no alemão de Formula Ford e Opel Lotus, onde consagrou-se campeão.

Seu nome começou a crescer ainda mais quando foi embora para o Japão tentar a carreira de sucesso. Em 1994, ingressou na Formula Nippon, e no mesmo ano, no JTCC. Ele nunca chegou a vencer no campeonato de monopostos, mas no JTCC ele até que fez bonito, tendo como sua melhor temporada um terceiro lugar em 1996.

Mas seu nome ficou niponicamente conhecido mesmo no JGTC, sendo piloto da Toyota entre 1995-97, ao lado de Pedro De La Rosa, foi campeão no último ano com o lendário #36 Castrol TOM'S SUPRA. Para 1998, ele foi chamado pra correr na Nissan, que conseguiu consagrar-se campeão na NISMO em 2003. Depois de tudo isso, ele começou a internacionalizar seu nome no endurance. Já tinha corrido nas 24 Horas de Le Mans no fim dos anos 90 com a Nissan, mas sua melhor colocação foi em 2002: terceiro lugar, com o aclamado Audi R8.

E o que dizer da sua carreira no FIA GT? Mesmo quando o campeonato estava chegando ao fim da vida, Krumm não sairia de lá sem ao menos um título – e foi o que aconteceu, em 2011, pela JR Motorsport, com aquele belo GT-R decorado na pintura preta e vermelha. Acho que esse é seu título mais importante na carreira.

Hoje em dia ele não aparece tanto como antes, mas ainda está ativo no SUPER GT pela Kondo Racing e periodicamente é chamado pelas equipes de endurance para correr uma ou duas corridas. Isso aqui é praticamente um verdadeiro piloto de resistência. Mais que merecido entrar no cockpit do GT-R LMP1, mesmo que seja só em Le Mans.

3 – RONNIE QUINTARELLI
Como dizem os colegas do Final Spec: "é um campeão tipo exportação". Assim como Michael Krumm, o italiano Ronnie Quintarelli se encontrou no Japão após uma longa quase eterna carreira pelo kartismo, do qual vinha participando desde os 10 anos de idade. 

Ao início do século 21, o jovem italiano conseguiu um lugar nos monopostos, vide Formula Renault italiana e a Eurocup. Em 2003, já embarcou em terras nipônicas em busca de mais e mais... você sabe do que estou falando. Ele foi inscrito na F3 japonesa, e foi campeão em 2004 com invejáveis oito vitórias.

Em 2005, um combo: convite pra Formula Nippon e SUPER GT. No primeiro ano ele pilotou pra SARD no GT e pra Kondo na Nippon. Na SUPER GT, ele ganhou os 1000km de Suzuka, mas terminou o campeonato distante, na 16ª posição. Em 2007 ele foi contratado pela Nissan, onde ele permanece até hoje e...

... conseguiu três títulos. Ele é o único estrangeiro do campeonato com três títulos: 2011 e 2012 com a MOLA, e 2014 campeão pela NISMO, ao lado de Tsugio Matsuda (esse já chamado pelo programa desportivo da Nissan em Le Mans). E depois do sucesso no campeonato, jamais pensou em sair do Japão: além da profissão como piloto cobaia da Nissan, Quintarelli constitui uma família no Japão e vive em Yokohama. Cá entre nós, é injusto não chamar esse nipo-italiano pro GT-R LMP1, né?

2 – JOÃO PAULO DE OLIVEIRA
O favorito da lista, não só da minha parte, mas também dos leitores. E não, não o coloquei na lista só por ser um simples brasileiro ativo no automobilismo japonês, mas sim porque João Paulo de Oliveira é rápido mesmo. Duvida? O cara tem uma taxa de 58 vitórias até então, 72 voltas mais rápidas e... 108 pódios. Mais do que muito campeão, diga-se de passagem.

Mas enfim, todo esse seu prestígio se deu quando ele "trocou de lugar com o irmão". José Ricardo de Oliveira corria no kartismo e incentivou ao irmão, João Paulo, a correr junto dele. O destino? José Ricardo ficou para trás e João Paulo decolou na carreira, mesmo que tenha começado tarde, aos 17 anos. 

Foi no fim dos anos 90 que ele começou a aparecer no ranking dos bem-bons. campeão da Formula 3 Sul-americana em '99 e vice em 2000. Depois, tentou na F3 alemã e arrancou um título germânico em 2003, antes de ir tentar na F3 do Japão.

E justamente na F3 nipônica, já conseguiu um segundo lugar no primeiro ano, em 2004, e o título em 2005. Esse desempenho abriu portas ao brasileiro, que teve convite imediato da Nissan para participar do SUPER GT e Formula Nippon, em 2006.

A partir daí, sua carreira decolou. Arrematou o título da Formula Nippon em 2010, sua conquista mais elevante até então, e segue no objetivo de ser campeão pela SUPER GT. Pilotando pra Hasemi (2006), Kondo (2007-10) e finalmente IMPUL (atualmente), chegou muito perto do título em 2012, 2013 e 2014, mas seu conceito de "ser um piloto extremamente rápido" falou mais alto e nas oportunidades de chegar no topo do ranking, Oliveira bateu seu GT-R. Não que isso seja algo ruim, pelo contrário. É típico de piloto constante e vencedor. 

Não é atoa que ele está sendo sempre cogitado pelos mais especializados sites de automobilismo a ser um dos pilotos do GT-R LMP1. E ele tem muitos fãs apoiando, não só brasileiros, mas também japoneses. O fato é que ele tem mais fãs japoneses do que brasileiros, porque aqui nessas terras são poucos os que conseguem valorizar um talento desses se não for dentro da Formula 1 e vencendo corridas.

É um dos caras favoritos da Nissan.

Mas por que eu coloquei ele em segundo nessa lista? Ora, confira agora quem realmente merece, sem delongas, ser um dos principais pilotos da Nissan no WEC/Le Mans.

1 – SATOSHI MOTOYAMA
Com todo respeito, lanço a pergunta: por que Satoshi Motoyama ficaria de fora do programa do Nissan LMP1? É injusto se não for chamado. É um dos principais carimbos da Nissan no automobilismo, especialmente no japonês. Sua parceria com a Nissan é datada desde o meio dos anos 90. Ele começou no kart, nos anos 80, e subiu de degrau em degrau, passando pela F3, JTCC, F-Nippon e JGTC. 

Na F3, ele teve como melhor colocação no ranking um segundo lugar, em '95. Na mesma época, Motoyama terminava em terceiro no ranking do JTCC com um Nissan Primeira. Seria campeão se não fosse uma desclassificação por conta de um toque com Takuya Kurosawa. 

A altura, ele já era piloto da Nissan no endurance. Foi escalado pras 24 Horas de Le Mans de 1998 e 1999, terminando sem sucesso devido a problemas secundários. Mas isso não manchou sua carreira, pois ele estava fazendo o nome no Japão: recém-campeão da Formula Nippon em 1998, repetindo com o bicampeonato em 2001 e, finalmente, depois de ajudar a NISMO no JGTC e não ser campeão desde então, conseguiu o título em 2003 ao lado do alemão Michael Krumm pilotando o XANAVI NISMO GT-R.

Engana-se que ele parou de ganhar desde então. No mesmo 2003, foi tricampeão na Formula Nippon. Em 2004, bi de novo, no JGTC, desta vez com um Z. Em 2005 vinha seu último título na Formula Nippon... tetracampeão, manolo! Teve uma má temporada na SUPER GT, em 2006 e 2007, mas após todas as equipes da Nissan aderirem ao novo GT-R R35 em 2008, Motoyama fez seu nome ao lado de uma lenda das 24 Horas de Le Mans: o francês Benoit Treluyer. Os dois foram campeões naquele ano com três vitórias e 76 pontos e pode-se dizer que esta foi uma das melhores temporadas de Motoyama de todos os tempos no GT. 2008 foi o último ano de Motoyama na Formula Nippon, fechando um currículo de tirar inveja, sendo o maior vencedor da história do campeonato.

Desde então ele vem fazendo história, mesmo sem títulos, ele já deixou um legado como um dos melhores pilotos da história do Japão. Em 2011, foi segundo na SUPER GT, e hoje corre por lá na MOLA, em parceria com Masataka Yanagida. Em 2012, ele voltou à Le Mans, para pilotar o DeltaWing, inscrito como um hors concours, mas o resultado foi triste, diga-se de passagem.

O Toyota TS030 #7 vinha absurdamente rápido após uma intervenção do safety car na pista, que juntou todos os carros lá pela Porsche Curves, e foi de imediato. O Toyotão deu um "chega pra lá" no pequeno e estreito protótipo americano motorizado por um Nissan, que se chocou em cheio na mureta e criou uma das cenas mais sentimentais de todos os tempos no automobilismo.

Só vendo o vídeo para sentir o sentimento que temos quando não podemos continuar aquilo que mais amamos.

E ele, desde 2003, homenageia Daijiro Kato – seu eterno amigo, que morreu na derradeira etapa de Suzuka da MotoGP – no capacete e no volante de seus carros de corrida. Não precisa dizer mais nada.

Satoshi Motoyama, além de ser um ótimo piloto, é um ser humano, espiritual e sentimental. Precisamos desse cara correndo de novo em um sonho, que é as 24 Horas de Le Mans. Na boa, Nissan, chama ele!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Oficial: Heikki Kovalainen na SUPER GT

Mais um ex-piloto da Fórmula 1 dará as caras no principal campeonato de turismo do Japão. Heikki Kovalainen foi confirmado há pouco como piloto oficial da SUPER GT.

Ele correrá pela SARD, que até pouco tempo era a única equipe sem dupla definida. O finlandês será companheiro de Kohei Hirate e pilotará o DENSO Kobelco RC F #39 na classe GT500. Kovalainen é mais um ex-piloto da categoria máxima que vai tentar pelo campeonato japonês – em 2014, foi a vez de Vitantonio Liuzzi, na ARTA.

Kovalainen era carta carimbada na F-1 não faz muito tempo. Abandonou em 2013, mas já é um veterano, tendo participado do campeonato desde 2007, após sair de um vice-campeonato da GP2. Pela McLaren, em 2008, conseguiu as melhores posições de sua carreira na F-1: 3º em Sepang, vitória na Hungria e 2º em Monza, terminando em sétimo no campeonato.
"Dirigi pela primeira vez o RC F GT500 no teste em Sepang, e tinha a impressão de que é uma máquina muito estável e rápida. Kohei Hirate é um cara legal, justo e ainda mais rápido, e todos dentro da equipe me receberam bem e espero contribuir daqui pra frente neste meu novo trabalho como piloto."

Ele ainda acrescenta: "Estou agradecido pela oportunidade de correr no SUPER GT com esta equipe, e estou muito confiante de que é possível correr na frente do povo japonês! Também gostaria de agradecer a Toyota/TRD por isso. Em primeiro lugar, o primeiro objetivo é ganhar. Em segundo, eu quero continuar lutando pelo título até a última temporada."

E com certeza ele é um grande nome pra SUPER GT. Boa sorte ao Kova na sua nova empreitada!

sábado, 31 de janeiro de 2015

SARD de volta às 24 Horas de Le Mans em parceria com a Morand Racing

Lembram do boato de que a SARD voltaria em breve pra Le Mans? Pois é. O desejo da equipe acaba de se concretizar a pouco, mas por enquanto, na classe LMP2.

Para participar do WEC e das 24 Horas de Le Mans, revogando da chance de participar da LMP1, a Sigma Advanced Race Development resolveu se juntar à Morand Racing, equipe vinda do European Le Mans Series (ELMS) e participante das 24 Horas de Le Mans do ano passado, cujo faz estreia no Mundial de Endurance. A parceria caiu como uma luva e os dois Morgan LMP2, além de toda a estrutura e decoração pronta da equipe, já tem alguns pilotos confirmados: Chirstian Klien e Koki Saga vão pilotar o carro #39 e Oliver Webb vai pilotar o #43 ao lado de Pierre Regues, faltando apenas dois pilotos em cada carro. Um deles será conhecido no reality show "Race To 24", que vai decorar também a pintura dos Morgan-SARD.

Vale lembrar que a SARD tem uma longa e estreita relação com a Toyota, mas que não vai interferir no projeto, já que além do chassi não ser rebatizado, o motor da equipe vai ser um Judd V8. 

A SARD, que hoje se encontra na SUPER GT desde que o campeonato chamava-se JGTC, tem bastante experiência em Le Mans e no endurance em geral. No passado, a equipe foi uma das principais clientes da Toyota e chegou a conquistar um pódio histórico em 1994, com o Toyota 94C-V. Para 1995 e sucessivamente 1996, o time japonês deu início a dois projetos muito interessantes: o Supra LM e o SARD MC8-R, baseado no Toyota MR2, mas ambos sem sucesso na clássica. A volta da SARD quebra um hiato de quase 20 anos da prova francesa.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Vai, Kobayashi! A formação da Toyota para a SUPER FORMULA 2015

No mesmo evento no qual foi anunciado a programação da Lexus/Toyota na GT500, foi anunciado também a formação da montadora na principal categoria de monopostos do Japão: a SUPER FORMULA.

A principal novidade é, entre elas, sem dúvida a volta de Kamui Kobayashi ao Japão, depois de 12 anos correndo pela Europa e anos na Fórmula 1, de corridas memoráveis e outras nem tanto, Koba-san esqueceu a categoria máxima e decidiu que era hora de voltar pra casa. O piloto correrá pelo Team LeMans, no SF14 #8 e terá como companheiro de equipe Ryo Hirakawa, que também foi chamado para ser parte do programa de GT500 da Lexus.
Kazuki Nakajima, mesmo compromissado no programa desportivo da Toyota Racing no WEC, não larga a SF por nada: bicampeão da categoria, o piloto continua na TOM'S e esse ano corre com o #1. Seu companheiro continua sendo André Lotterer.

E o brasileiro João Paulo de Oliveira continua sua estadia japonesa na IMPUL, de Kazuyoshi Hoshino, mas de novo companheiro de equipe: Andrea Caldarelli, que entra no lugar do defasado Narain Kartikheyan e corre com o #20 patrocinado pela Lenovo.

A CERUMO mantém seus pilotos do ano passado: Hiroaki Ishiura (que agora também pertence à equipe na SUPER GT) e Yuji Kunimoto. E das equipes com apenas um piloto, James Rossiter foi confirmado novamente pela KONDO e Yuichi Nakayama continua pela chinesa KCMG. Já a Tochigi Le Beausset Motorsports não anda com motor Toyota esse ano, encerrando sua estreita relação com a montadora.

Formação das equipes para 2015:
#1 Kazuki Nakajima - PETRONAS TEAM TOM'S
#2 Andre Lotterer - PETRONAS TEAM TOM'S
#3 James Rossiter - KONDO RACING
#7 Ryo Hirakawa - KYGNUS SUNOCO TEAM LeMans
#8 Kamui Kobayashi - KYGNUS SUNOCO TEAM LeMans
#18 Yuichi Nakayama - KCMG
#19 João Paulo de Oliveira - Lenovo TEAM IMPUL
#20 Andrea Caldarelli - Lenovo TEAM IMPUL
#38 Hiroaki Ishiura - P.mu/CERUMO INGING
#39 Yuji Kunimoto - P.mu/CERUMO INGING

Anunciada a formação da Lexus na GT500 para 2015

Hoje (30) foi realizada no Japão um evento oficial da Toyota apresentando todo o conjunto desportivo para 2015, entre eles a divisão de luxo da marca, Lexus que, como é sábio, representa a montadora na principal classe do campeonato de turismo do Japão, a SUPER GT.

Por ora, mesmo tendo participado dos testes oficiais do campeonato à pouco em Sepang, foi anunciado que Kazuki Nakajima não fará parte da equipe programada da GT500 para este ano, em favor do seu compromisso com a Toyota Racing no WEC. Ele corria no carro #36 da TOM'S, e agora para seu lugar foi chamado Daisuke Ito, segundo colocado ao lado de Andrea Caldarelli ano passado, no RC F #37. Para o lugar de Ito, foi chamado Ryo Hirakawa.

Na CERUMO, que foi campeã recentemente (em 2013) com Yuji Tachikawa e Kohei Hirate a bordo do #38, será conduzida agora por Tachikawa e Hiroaki Ishiura, este último vindo da SARD. Kohei Hirate foi transferido justamente para a SARD, no lugar de Ishiura. Além da troca de pilotos, a equipe também terá uma nova direção: Hideki Noda, ex-piloto de F1 e com estreita relação com a Toyota, e como engenheiro-chefe, Kotaro Tanaka. Numa situação similar a de Nakajima, Oliver Jarvis não fará mais parte do programa da Toyota, uma vez que ele foi selecionado como piloto titular da Audi no lugar do recém aposentado Tom Kristensen, para o WEC.

As duas únicas equipes sem alterações são a Bandoh e o Team LeMans, que mantém seus pilotos do ano passado, no caso: Bandoh - Juichi Wakisaka/Yuhi Sekiguchi e LeMans - Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto.

Formação das equipes para 2015:
#6 LEXUS TEAM LeMans ENEOS - ENEOS RC F - Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto
#19 LEXUS TEAM WedsSport Bandoh - WedsSport RC F - Juichi Wakisaka/Yuhi Sekiguchi
#36 LEXUS TEAM PETRONAS TOM'S - PETRONAS TOM'S RC F - James Rossiter/Daisuke Ito
#37 LEXUS TEAM Keeper TOM'S - Keeper TOM'S RC F - Andrea Caldarelli/Ryo Hirakawa
#38 LEXUS TEAM ZENT CERUMO - ZENT CERUMO RC F - Yuji Tachikawa/Hiroaki Ishiura
#39 LEXUS TEAM SARD - DENSO KOBELCO SARD RC F - Kohei Hirate/a definir

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O maravilhoso mundo da internet...

Não é a toa, depois do lançamento-surpresa da Ford no Salão de Detroit, o flagra jalopniquenho do novo Nissan feito para o Mundial de Endurance e as 24 Horas de Le Mans é o auto-assunto mais badalado do momento. Acerca da proposta da montadora japonesa - que confirma por completo que o projeto terá motor dianteiro - opiniões são divergidas. E dado o flagra do Jalopnik, que é impossível não negar que seja fake, não deixa duvidas de que o carro terá a cabine toda recurada para trás em favor do acomodo do motor.

Fato, poucas pessoas esperavam que o carro tivesse motor dianteiro, uma vez que ele é destinado a uma classe tomada por protótipos com motores central-traseiro, mas isso não é nenhuma novidade na LMP1. A Panoz já fez algo similar no passado não muito distante (conhecido como início dos anos 2000) e o carro já papou vitórias de um certo Audi R8...

Voltando ao protótipo da NISMO: antes deste flagra, a galera do Jalopnik tirou outras fotos do carro sendo testado no COTA, mas em uma qualidade no qual sentimos que estamos em 1990 e uma leve impressão de que o GT-R LM NISMO (como vai ser chamado) estava com uma pintura totalmente vermelha. Eles sabiam que haviam bisbilhoteiros?

Bem... Se a Nissan está querendo testar o carro longe dos holofotes, está fazendo isso muito bem, tornando-o irreconhecível. São dias de shakedown e estou curioso para ver este "Batmóvel" em ação logo logo, contra os já veteranos Audi R18, o recém campeão Toyota TS040 e o novo aspirante da maior vencedora de corridas de endurance no planeta: o Porsche 919 Hybrid. É bem provável que o conjunto híbrido do carro (provavelmente herdado do ZEOD RC) produza em torno de 2000cv! Um absurdo até nos dias de hoje. É... o futuro já começou, coleguinhas!

Enquanto isso, divirtam-se com a galeria que tá rodando na internet, entre sketch e as fotos "oficiais" dele:
Jalopnik
Jalopnik
Jalopnik
Jalopnik
Jalopnik
Oriol Folch Garcia
Autor desconhecido
David Land
Daniel Hounsell
Daniel Hounsell
Daniel Hounsell
Jalopnik
Créditos na foto
Consequentemente, um pouco antes desses últimos sketch, entrei na brincadeira, mas o chute foi bem longe. Vale o registro de três desenhos meus feitos em sequência...
Esse acabei fazendo assim que a Nissan anunciou que voltaria a Le Mans. Apesar da enorme frente, jamais imaginava que o carro teria motor dianteiro. Ignorem a largura da visão lateral de trás, infelizmente ficou muito largo.
Esse foi mais aperfeiçoado... tá, as caixas de roda ficaram desproporcionais, mas fiz meio na "pressa". Com esse pensei no regulamento atual da LMP1, que por consequência, acabou lembrado até alguns concorrentes, como o Peugeot 908 ou o Rebellion R-One...
Já esse desenhei numa entediante aula do colégio, e conseguiu ser o mais bonitinho dos meus sketch. Eu não quis largar mão da bundinha do R. Ela continuou ali, com uma certa semelhança do Nissan GT-R da GT500... se não igual.

Dois dos meus colegas também arriscaram na brincadeira, mas também "bolaram" fora:
O Rafael Pereira mostrou um desenho simples, que certamente era muito esperado pelos fãs do R35, o modelo mais recente da linhagem do GT-R. Mas ainda não perco as esperanças do farol vir mais ou menos assim.
Já Victor Santos foi um pouquinho mais discreto. O dele não lembrou tanto o GT-R, mas lembrou um certo Mooncraft Shiden, um dos carros mais interessantes que passaram pela GT300, e que vai ter post em breve no blog.

Por hoje é só, leitores. 

Na espera do Super Bowl...

sábado, 10 de janeiro de 2015

O novo Lotus Evora GT300

Ontem, dia 9 de janeiro (horário de Brasília), foi apresentado no Tokyo Auto Salon o novíssimo Lotus Evora nas especificações da classe GT300 da SUPER GT.
Este é mais um carro (o segundo, na verdade) que aderiu ao novo conjunto de monocoque homologado pra classe GT300, o "Mother's Chassis" (ou simplesmente MC), nomenclatura feita aos novos carros construídos dentro do padrão JAF-GT, que dispensa utilização de honeycomb na estrutura e sendo único para todos os carros, trazendo ao campeonato uma nova formula de reduzir os custos dentro do padrão.

O "SGT-EVORA", como ficará conhecido daqui pra frente, possui o motor montado na posição central (assim como no modelo de rua) e está sendo cogitado de utilizar um V8 Nissan. E já tem uma equipe pronta: é a Cars Tokay Dream28 (Mooncraft), que no passado prestou suporte ao Team Kunimitsu, andou de um ex-Daytona Prototype na segunda classe da SUPER GT e que recentemente utilizou uma McLaren MP4-12C nas especificações GT3 no campeonato.
Takuya Yura, que é o CEO da Mooncraft, disse: "Estou empolgado por ter construído um carro pela primeira vez depois de muito tempo. Eu quero fazer um shakedown antes dos testes oficiais em Okayama se for possível. Um carro de corrida é inútil se ele não funciona. Mas estou tendo muitos clientes interessados, que no momento vem até a mim e dizem "é um projeto legal", isso me deixa satisfeito." Quando perguntado sobre a preferência por ter o carro sendo MR, Yura exclamou: "Agora compreendo totalmente a dificuldade que a Honda teve de se adaptar quando construiu o NSX. Desde que a carenagem de carbono esteja totalmente ligada ao chassi, sua rigidez será bem maior que a do Toyota 86."

O último Lotus que pisou dentro do campeonato foi um Elise, com suporte da Proton, datado de 2005.