sábado, 31 de janeiro de 2015

SARD de volta às 24 Horas de Le Mans em parceria com a Morand Racing

Lembram do boato de que a SARD voltaria em breve pra Le Mans? Pois é. O desejo da equipe acaba de se concretizar a pouco, mas por enquanto, na classe LMP2.

Para participar do WEC e das 24 Horas de Le Mans, revogando da chance de participar da LMP1, a Sigma Advanced Race Development resolveu se juntar à Morand Racing, equipe vinda do European Le Mans Series (ELMS) e participante das 24 Horas de Le Mans do ano passado, cujo faz estreia no Mundial de Endurance. A parceria caiu como uma luva e os dois Morgan LMP2, além de toda a estrutura e decoração pronta da equipe, já tem alguns pilotos confirmados: Chirstian Klien e Koki Saga vão pilotar o carro #39 e Oliver Webb vai pilotar o #43 ao lado de Pierre Regues, faltando apenas dois pilotos em cada carro. Um deles será conhecido no reality show "Race To 24", que vai decorar também a pintura dos Morgan-SARD.

Vale lembrar que a SARD tem uma longa e estreita relação com a Toyota, mas que não vai interferir no projeto, já que além do chassi não ser rebatizado, o motor da equipe vai ser um Judd V8. 

A SARD, que hoje se encontra na SUPER GT desde que o campeonato chamava-se JGTC, tem bastante experiência em Le Mans e no endurance em geral. No passado, a equipe foi uma das principais clientes da Toyota e chegou a conquistar um pódio histórico em 1994, com o Toyota 94C-V. Para 1995 e sucessivamente 1996, o time japonês deu início a dois projetos muito interessantes: o Supra LM e o SARD MC8-R, baseado no Toyota MR2, mas ambos sem sucesso na clássica. A volta da SARD quebra um hiato de quase 20 anos da prova francesa.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Vai, Kobayashi! A formação da Toyota para a SUPER FORMULA 2015

No mesmo evento no qual foi anunciado a programação da Lexus/Toyota na GT500, foi anunciado também a formação da montadora na principal categoria de monopostos do Japão: a SUPER FORMULA.

A principal novidade é, entre elas, sem dúvida a volta de Kamui Kobayashi ao Japão, depois de 12 anos correndo pela Europa e anos na Fórmula 1, de corridas memoráveis e outras nem tanto, Koba-san esqueceu a categoria máxima e decidiu que era hora de voltar pra casa. O piloto correrá pelo Team LeMans, no SF14 #8 e terá como companheiro de equipe Ryo Hirakawa, que também foi chamado para ser parte do programa de GT500 da Lexus.
Kazuki Nakajima, mesmo compromissado no programa desportivo da Toyota Racing no WEC, não larga a SF por nada: bicampeão da categoria, o piloto continua na TOM'S e esse ano corre com o #1. Seu companheiro continua sendo André Lotterer.

E o brasileiro João Paulo de Oliveira continua sua estadia japonesa na IMPUL, de Kazuyoshi Hoshino, mas de novo companheiro de equipe: Andrea Caldarelli, que entra no lugar do defasado Narain Kartikheyan e corre com o #20 patrocinado pela Lenovo.

A CERUMO mantém seus pilotos do ano passado: Hiroaki Ishiura (que agora também pertence à equipe na SUPER GT) e Yuji Kunimoto. E das equipes com apenas um piloto, James Rossiter foi confirmado novamente pela KONDO e Yuichi Nakayama continua pela chinesa KCMG. Já a Tochigi Le Beausset Motorsports não anda com motor Toyota esse ano, encerrando sua estreita relação com a montadora.

Formação das equipes para 2015:
#1 Kazuki Nakajima - PETRONAS TEAM TOM'S
#2 Andre Lotterer - PETRONAS TEAM TOM'S
#3 James Rossiter - KONDO RACING
#7 Ryo Hirakawa - KYGNUS SUNOCO TEAM LeMans
#8 Kamui Kobayashi - KYGNUS SUNOCO TEAM LeMans
#18 Yuichi Nakayama - KCMG
#19 João Paulo de Oliveira - Lenovo TEAM IMPUL
#20 Andrea Caldarelli - Lenovo TEAM IMPUL
#38 Hiroaki Ishiura - P.mu/CERUMO INGING
#39 Yuji Kunimoto - P.mu/CERUMO INGING

Anunciada a formação da Lexus na GT500 para 2015

Hoje (30) foi realizada no Japão um evento oficial da Toyota apresentando todo o conjunto desportivo para 2015, entre eles a divisão de luxo da marca, Lexus que, como é sábio, representa a montadora na principal classe do campeonato de turismo do Japão, a SUPER GT.

Por ora, mesmo tendo participado dos testes oficiais do campeonato à pouco em Sepang, foi anunciado que Kazuki Nakajima não fará parte da equipe programada da GT500 para este ano, em favor do seu compromisso com a Toyota Racing no WEC. Ele corria no carro #36 da TOM'S, e agora para seu lugar foi chamado Daisuke Ito, segundo colocado ao lado de Andrea Caldarelli ano passado, no RC F #37. Para o lugar de Ito, foi chamado Ryo Hirakawa.

Na CERUMO, que foi campeã recentemente (em 2013) com Yuji Tachikawa e Kohei Hirate a bordo do #38, será conduzida agora por Tachikawa e Hiroaki Ishiura, este último vindo da SARD. Kohei Hirate foi transferido justamente para a SARD, no lugar de Ishiura. Além da troca de pilotos, a equipe também terá uma nova direção: Hideki Noda, ex-piloto de F1 e com estreita relação com a Toyota, e como engenheiro-chefe, Kotaro Tanaka. Numa situação similar a de Nakajima, Oliver Jarvis não fará mais parte do programa da Toyota, uma vez que ele foi selecionado como piloto titular da Audi no lugar do recém aposentado Tom Kristensen, para o WEC.

As duas únicas equipes sem alterações são a Bandoh e o Team LeMans, que mantém seus pilotos do ano passado, no caso: Bandoh - Juichi Wakisaka/Yuhi Sekiguchi e LeMans - Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto.

Formação das equipes para 2015:
#6 LEXUS TEAM LeMans ENEOS - ENEOS RC F - Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto
#19 LEXUS TEAM WedsSport Bandoh - WedsSport RC F - Juichi Wakisaka/Yuhi Sekiguchi
#36 LEXUS TEAM PETRONAS TOM'S - PETRONAS TOM'S RC F - James Rossiter/Daisuke Ito
#37 LEXUS TEAM Keeper TOM'S - Keeper TOM'S RC F - Andrea Caldarelli/Ryo Hirakawa
#38 LEXUS TEAM ZENT CERUMO - ZENT CERUMO RC F - Yuji Tachikawa/Hiroaki Ishiura
#39 LEXUS TEAM SARD - DENSO KOBELCO SARD RC F - Kohei Hirate/a definir

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O maravilhoso mundo da internet...

Não é a toa, depois do lançamento-surpresa da Ford no Salão de Detroit, o flagra jalopniquenho do novo Nissan feito para o Mundial de Endurance e as 24 Horas de Le Mans é o auto-assunto mais badalado do momento. Acerca da proposta da montadora japonesa - que confirma por completo que o projeto terá motor dianteiro - opiniões são divergidas. E dado o flagra do Jalopnik, que é impossível não negar que seja fake, não deixa duvidas de que o carro terá a cabine toda recurada para trás em favor do acomodo do motor.

Fato, poucas pessoas esperavam que o carro tivesse motor dianteiro, uma vez que ele é destinado a uma classe tomada por protótipos com motores central-traseiro, mas isso não é nenhuma novidade na LMP1. A Panoz já fez algo similar no passado não muito distante (conhecido como início dos anos 2000) e o carro já papou vitórias de um certo Audi R8...

Voltando ao protótipo da NISMO: antes deste flagra, a galera do Jalopnik tirou outras fotos do carro sendo testado no COTA, mas em uma qualidade no qual sentimos que estamos em 1990 e uma leve impressão de que o GT-R LM NISMO (como vai ser chamado) estava com uma pintura totalmente vermelha. Eles sabiam que haviam bisbilhoteiros?

Bem... Se a Nissan está querendo testar o carro longe dos holofotes, está fazendo isso muito bem, tornando-o irreconhecível. São dias de shakedown e estou curioso para ver este "Batmóvel" em ação logo logo, contra os já veteranos Audi R18, o recém campeão Toyota TS040 e o novo aspirante da maior vencedora de corridas de endurance no planeta: o Porsche 919 Hybrid. É bem provável que o conjunto híbrido do carro (provavelmente herdado do ZEOD RC) produza em torno de 2000cv! Um absurdo até nos dias de hoje. É... o futuro já começou, coleguinhas!

Enquanto isso, divirtam-se com a galeria que tá rodando na internet, entre sketch e as fotos "oficiais" dele:
Jalopnik
Jalopnik
Jalopnik
Jalopnik
Jalopnik
Oriol Folch Garcia
Autor desconhecido
David Land
Daniel Hounsell
Daniel Hounsell
Daniel Hounsell
Jalopnik
Créditos na foto
Consequentemente, um pouco antes desses últimos sketch, entrei na brincadeira, mas o chute foi bem longe. Vale o registro de três desenhos meus feitos em sequência...
Esse acabei fazendo assim que a Nissan anunciou que voltaria a Le Mans. Apesar da enorme frente, jamais imaginava que o carro teria motor dianteiro. Ignorem a largura da visão lateral de trás, infelizmente ficou muito largo.
Esse foi mais aperfeiçoado... tá, as caixas de roda ficaram desproporcionais, mas fiz meio na "pressa". Com esse pensei no regulamento atual da LMP1, que por consequência, acabou lembrado até alguns concorrentes, como o Peugeot 908 ou o Rebellion R-One...
Já esse desenhei numa entediante aula do colégio, e conseguiu ser o mais bonitinho dos meus sketch. Eu não quis largar mão da bundinha do R. Ela continuou ali, com uma certa semelhança do Nissan GT-R da GT500... se não igual.

Dois dos meus colegas também arriscaram na brincadeira, mas também "bolaram" fora:
O Rafael Pereira mostrou um desenho simples, que certamente era muito esperado pelos fãs do R35, o modelo mais recente da linhagem do GT-R. Mas ainda não perco as esperanças do farol vir mais ou menos assim.
Já Victor Santos foi um pouquinho mais discreto. O dele não lembrou tanto o GT-R, mas lembrou um certo Mooncraft Shiden, um dos carros mais interessantes que passaram pela GT300, e que vai ter post em breve no blog.

Por hoje é só, leitores. 

Na espera do Super Bowl...

sábado, 10 de janeiro de 2015

O novo Lotus Evora GT300

Ontem, dia 9 de janeiro (horário de Brasília), foi apresentado no Tokyo Auto Salon o novíssimo Lotus Evora nas especificações da classe GT300 da SUPER GT.
Este é mais um carro (o segundo, na verdade) que aderiu ao novo conjunto de monocoque homologado pra classe GT300, o "Mother's Chassis" (ou simplesmente MC), nomenclatura feita aos novos carros construídos dentro do padrão JAF-GT, que dispensa utilização de honeycomb na estrutura e sendo único para todos os carros, trazendo ao campeonato uma nova formula de reduzir os custos dentro do padrão.

O "SGT-EVORA", como ficará conhecido daqui pra frente, possui o motor montado na posição central (assim como no modelo de rua) e está sendo cogitado de utilizar um V8 Nissan. E já tem uma equipe pronta: é a Cars Tokay Dream28 (Mooncraft), que no passado prestou suporte ao Team Kunimitsu, andou de um ex-Daytona Prototype na segunda classe da SUPER GT e que recentemente utilizou uma McLaren MP4-12C nas especificações GT3 no campeonato.
Takuya Yura, que é o CEO da Mooncraft, disse: "Estou empolgado por ter construído um carro pela primeira vez depois de muito tempo. Eu quero fazer um shakedown antes dos testes oficiais em Okayama se for possível. Um carro de corrida é inútil se ele não funciona. Mas estou tendo muitos clientes interessados, que no momento vem até a mim e dizem "é um projeto legal", isso me deixa satisfeito." Quando perguntado sobre a preferência por ter o carro sendo MR, Yura exclamou: "Agora compreendo totalmente a dificuldade que a Honda teve de se adaptar quando construiu o NSX. Desde que a carenagem de carbono esteja totalmente ligada ao chassi, sua rigidez será bem maior que a do Toyota 86."

O último Lotus que pisou dentro do campeonato foi um Elise, com suporte da Proton, datado de 2005.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Kamui Kobayashi se diverte em testes pela SUPER FORMULA

Kamui Kobayashi pode estar desistindo de vez desse negócio de Fórmula 1. Esse ano, o piloto já foi visto (especialmente no segundo semestre desse ano) no paddock de algumas corridas da SUPER GT, no qual é o mesmo pessoal envolvido na SUPER FORMULA, em provável negociação nos dois certames. O fato é que, por agora, famoso piloto japonês (que é vulgarmente chamado de "mito" e que também é DJ nas horas vagas) recebeu um convite da organização para fazer uma bateria de testes hoje e amanhã, na categoria de monopostos do Japão.

Além dele, as novidades do teste da categoria são o britânico Jann Mardenborough, um dos graduados mais bem sucedidos do programa GT Academy. Daiki Sasaki, que faz uma boa fase pela F3 japonesa. O belga Bertrand Baguette, que largou a IndyCar e foi aventurar na LMP2 do WEC, bem como convocado da Nakajima Racing esse ano na SUPER GT. E também, Kotaro Sakurai e Fabio Leimer, dois jovens que estão respondendo bem seus resultados nas categorias de base dos monopostos. 

Entre os veteranos, estão presentes Takuma Sato, Toshihiro Kaneishi, Kazuki Nakajima e Tsugio Matsuda (que não correu a temporada de 2014). No primeiro dia, nenhum deles foi páreo para Kamui Kobayashi, com sua vasta experiência com monopostos e com passagem pela maior categoria do automobilismo, fez impressionantes 1'11.769 na pista de Okayama a bordo do SF14-Toyota do Team LeMans. Por incrível que pareça absurdo, Jann, do virtual para o real, ainda ficou com o segundo melhor tempo, a 632 centésimos de Koba-san. Takuma Sato, que teve mais passagem pela F-1 do que qualquer outro piloto japonês, ficou com o terceiro melhor tempo.

A bateria de testes segue amanhã com os mesmos pilotos.

Resultado parcial do primeiro dia de testes:
1. Kamui Kobayashi Team Le Mans-Toyota  1'11.769 
2. Jann Mardenborough Team Impul-Toyota +0.632 
3. Takuma Sato Honda test car +0.782 
4. Fabio Leimer Team Mugen-Honda +1.123 
5. Kazuki Nakajima Toyota test car +1.391 
6. Tsugio Matsuda KCMG-Toyota +1.459 
7. Daiki Sasaki Kondo Racing-Toyota +1.648 
8. Toshihiro Kaneishi Real Racing-Honda +1.889 
9. Bertrand Baguette Nakajima Racing-Honda +2.398 
10. Kotaro Sakurai Real Racing-Honda +2.744

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A carreira de Tom Kristensen no Japão

Quando se fala neste nome, de cara lembramos do recorde de vitórias nas 24 Horas de Le Mans. De cara lembramos da Audi, equipe que ele defendeu por uma década inteira. E de cara lembramos que o dinamarquês não precisou da Fórmula 1 para ser considerado uma lenda do automobilismo mundial. Tom Kristensen é talvez a maior referência do endurance no mundo. Se não for a maior, está nas primeiras posições de qualquer lugar que seja mencionado.

Hoje (19), Tom anunciou o adeus definitivo das pistas. O dinamarquês preferiu encerrar a carreira após a construção de um currículo no automobilismo que inclui não só os nove títulos nas 24 Horas de Le Mans, como também as seis vitórias gerais nas 12 Horas de Sebring, o título no Mundial de Endurance (WEC) ano passado, um título no BTCC, em 2000, e uma série de vitórias noutros campeonatos.

O que muita gente não deve saber da carreira de Kristensen é que o dinamarquês também se aventurou no Japão, o melhor lugar para oportunidades, incluindo uma carreira no automobilismo.

Na busca de sucesso na carreira, Tom abandonou a Europa para tentar alguma coisa no Japão. Ele vinha participando da F3 alemã e acabará conquistando o título de 1991 antes de partir para terras nipônicas. Seu destino inicial solidou-se nos monopostos da mesma categoria, mas logo ele acabou sendo convidado para participar do JTC, que na época, esbaldava-se dos Skyline GT-R R32 tipo Grupo A. Kristensen entrou na equipe Object T e disputou a temporada de 1992 do campeonato sendo rival de lendas como Naoki Hattori, Masahiko Kageyama, Keiichi Tsuchiya, Kunimitsu Takahashi, Kazuyoshi Hoshino, Masahiro Hasemi, entre outros nipônicos.
O #22 AXIA SKYLINE de Kristensen, em 1992
A temporada em si, foi muito boa para Kristensen. Em parceria com Kazuo Shimizu, seu AXIA SKYLINE acabou faturando segundo lugar nas duas primeiras corridas daquela temporada, um quarto lugar em Sugo, a vitória em Suzuka, dois quintos lugares restantes junto de um terceiro lugar na final em Fuji. Como naquela época o campeonato também contava participação por quilometragem, o resultado final deu a Kristensen o terceiro lugar no prestigiado campeonato de turismo japonês, que no ano seguinte se despedia dos regulamentos impostos do Grupo A da FIA, por conta do monopólio que o R32 causou desde que foi imposto no desporto mundial.

Kristensen permaneceu na Object T em 1993. Desta vez, a equipe mudou o patrocinador principal do carro para a petroleira BP, que trouxe ao carro uma combinação de cor invejável que acabou tirando os olhos de muita gente. Tenho certeza que havia algum brasileiro na torcida que, durante as corridas, gritou: "Olha, o R32 canário!". O que ele provavelmente não sabia é que a lenda chamada Kristensen o pilotava. Nesta temporada, na divisão 3 (Kristensen pilotava na divisão 1), o campeonato contou também com a presença de Mika Salo, finlandês, a bordo de um Toyota AE101, num projeto similar a de Kristensen na tentativa de montar uma carreira no Japão.

Kristensen novamente mostrou que pode ser tão bom quanto os donos da casa. Terceiro lugar na primeira etapa, segundo na segunda, mais dois terceiros lugares no meio da temporada e a vitória na final. Não terminou no top 3, mas o piloto conseguiu um honroso sexto lugar. O único "gringo" entre os 10 primeiros colocados da temporada na despedida do Grupo A pelo turismo.
Corona EXiV de Kristensen, em 1994
Nesse meio termo, Tom Kristensen foi campeão da F3 japonesa. A escola de todo garoto que quer alguma coisa no Japão. Ele acabou correndo também pela F3000 (que pouco depois viria se chamar Formula Nippon), por suporte da NAVI CONNECTION RACING, a partir de 1994. Por sua vez, Tom fez uma temporada meia boca da F3000 em '94, bem diferente do que vinha fazendo no campeonato de turismo, terminando com o melhor resultado em quarto lugar e resultado final em nono. Uma temporada bem melhor pela CERUMO em '95 lhe rendeu o terceiro lugar no ranking, com 29 pontos no total.

Tom Kristensen no Japão e sua cabeleira
que mais faz lembrar um integrante do
Backstreet Boys do que um piloto de
corridas
Também em 1994 e 1995, Kristensen ainda participou do JTC (agora, chamado de JTCC), num formato completamente diferente do que vimos em 1992 e 1993, agora com os carros da classe Supertouring, denominada a classe padrão de turismo nos anos 90 e duas corridas por etapa. O dinamarquês foi posto na CERUMO para 1994 e trouxe para a equipe toyotista, a bordo do Corona EXiV #39, um total de cinco vitórias! Mesmo com o recorde de vitórias na temporada, o piloto perdeu o campeonato para Masanori Sekiya, que foi campeão por 2 pontos de diferença.

Ele terminou a temporada de 1995 em quinto. Uma temporada ruim se comparado ao do ano anterior. Neste ele acabou sendo até desclassificado da race #2 na sexta etapa em Okayama. Depois dessa, ele preferiu se aventurar pelo novíssimo campeonato de gran turismo: o JGTC, a mescla do JTC com o JPSC de protótipos. Com seu bom vinculo com a Toyota, ele participou de uma etapa em 1995 e foi posto a tempo inteiro em 1996 para guiar um Toyota Supra, da GT500, mas não fez uma temporada boa e terminou em 12º no ranking. Em 1997, ele guiou em apenas duas etapas, mas não fez nada que chamasse a atenção, a excesso do quarto lugar em Mine.

Depois de toda essa aventura pelo Japão, o piloto foi chamado pra algumas equipes lá fora, incluindo a bem sucedida Joest, que estava com programa de participação nas 24 Horas de Le Mans de 1997. O resultado, vocês já sabem muito bem.

Apesar de conquistar apenas o título da F3 no Japão, Kristensen é um nome muito bem lembrado por lá, tem uma concentração considerável de fãs no país e certamente é um dos estrangeiros que mais fizeram sucesso nas categorias de base, além do carisma deixado pelo piloto, quer seja no Japão ou em qualquer parte do mundo. O fato é que Tom Kristensen fará falta nas pistas a partir de 2015... Quem sabe ele mude de ideia e acabe correndo por diversão apenas, como Emerson Fittipaldi fará em Interlagos esse ano, pelas 6 Horas de São Paulo, do WEC, evento que ele mesmo gerencia.

A despedida de Tom Kristensen das pistas está marcada exatamente nas 6 Horas de São Paulo, em Interlagos. Aos leitores que pretendem ir prestigiar o evento de perto, espero que aproveitem esta oportunidade maravilhosa de ver a última corrida de Kristensen. E que consigam uma conversa e um autografo da lenda. Obrigado ao Kristensen por ter feito o show no automobilismo! Que ele faça bonito na despedida, mesmo que não vença.