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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

História dos 1000 km de Suzuka (Parte IV/Final) – Uma década de turismo japonês

Enfim chegamos na parte final da história dos 1000 km de Suzuka. Esta é a parte que integra em definitivo o período dos GT500 que vimos no JGTC e vemos hoje na SUPER GT.

No post anterior você viu o período em que o turismo dominou o certame através do BPR e do FIA GT. Para 1999, o FIA GT acabou sendo reformulado, proibindo de vez os carros da classe GT1 e transformando a classe GT2 na principal, renomeada de "GT". Mas o campeonato teve os 1000 km de Suzuka retirado do calendário, dando assim a demanda para as equipes locais a inscrever seus carros naquela edição. Um numero considerável de equipes que estavam ativas no JGTC se interessaram pela corrida e inscreveram um ou dois carros na corrida. Vale lembrar que, os 1000 km de Suzuka sequer valiam para o JGTC na época. O campeonato já tinha Suzuka no calendário, mas no formato de 300 km, deixando a corrida tradicional de 1000 km isolada, sem ser parte de nenhum campeonato até 2005.

A edição de 1999 foi vencida no geral por um carro da GT500: um Honda NSX especial da DOME, em parceria com a MUGEN. A partir daquela edição, nascia o brilho da Honda nos trechos de sua própria casa, pois nunca antes na história dos 1000 km de Suzuka a montadora teve um representante vencedor no geral.

Feito repetido no ano seguinte, com mais inscritos que no ano anterior, as primeiras posições foram praticamente as mesmas da do ano passado (o mesmo Honda NSX da DOME em primeiro e uma McLaren do Team Take One em segundo). A corrida teve forte presença de Porsche's 911, dos mais variados tipos, de RSR à GT2, e algumas equipes ativas da Super Taikyu, disputando corrida pela classe "S".
O GT-R inscrito pela NISMO nos 1000 km de Suzuka de 2000
Em 2001, o Toyota Supra era o favorito da temporada do JGTC, mas apenas dois deles oriundos dos galpões das equipes foram inscritos naquela edição dos 1000 km de Suzuka. O favoritismo no campeonato coincidiu com a primeira vitória do modelo na prova de endurance, que foi obtida pelo Supra da CERUMO, com volante de três nomes bastante conhecidos no Japão: Hironori Takeuchi, Shigekazu Wakisaka e Yuji Tachikawa (sendo este o último campeão da GT500, em 2013). Assim como o Honda NSX, o Supra conseguiu sequenciar sua vitória no ano seguinte, dessa vez pelo suporte da ESSO Team LeMans. O Honda NSX (já na geração facelift NA2) voltou a terminar na frente logo nos dois anos seguintes – o mesmo carro, inclusive. A dupla de 2003 foi o japonês Ryo Michigami e o francês Sebastien Philippe, e no ano seguinte Daisuke Ito integrou-se ao time da DOME para disputar a vitória geral na corrida.
A edição de 2005 marcou por ser a última "solta", confirmando os 1000 km de Suzuka de 2006 em diante como parte do calendário das temporadas da SUPER GT até hoje. Isso significa que, todas as outras classes sem ser GT500 e GT300 foram banidas da corrida. Aquela última edição isolada foi vencida pelo Toyota Supra da SARD (foto), já construído nos novos regulamentos da GT500.
O tri-campeão da SUPER GT Ronnie Quintarelli levanta a taça dos 1000 km de Suzuka 2005, ao lado do macaense André Couto e o japonês Hayanari Shimoda
Na edição de 2006, além da integração dos 1000 km de Suzuka como parte da SGT, o campeonato teve como uma das novidades o Lexus SC430, que substituiu o Supra de vez no campeonato. Nesta edição, considerada da atual geração, foi vencida pelo #12 CALSONIC IMPUL Z, guiado por Kazuki Hoshino, Benoit Treluyer e mais um francês: Jéremie Dufour. Outro Z terminou no pódio: o #22 MOTUL AUTECH Z da NISMO, guiado por Michael Krumm, Richard Lyons e o brasileiro Fabio Carbone – a primeira participação do brasileiro no campeonato.

Falando em Brasil, a temporada de 2006 da SUPER GT foi a primeira do piloto brasileiro mais influente no Japão: João Paulo de Oliveira. O brasileiro andou no Nissan Z da Hasemi Motorsport (#3 YellowHat YMS TOMICA Z) e com suporte dos colegas Naoki Yokomizo/Darren Manning, terminou em oitavo geral.

A edição dos 1000 km de Suzuka de 2007, a segunda integrando o campeonato, teve os mesmos inscritos do ano anterior, porém, a vitória ficou com o #1 Houzan TOM'S SC430, um ano depois de estrear no automobilismo. No ano anterior, o Celica levou a corrida da GT300, mas em 2007, foi o ano do Mooncraft Shiden, que por sua vez, teve bastante influência na conquista do título de equipes na GT300 graças a esta corrida. O campeonato passou três vezes por Suzuka naquele ano.

O terceiro ano da SUPER GT nos 1000 km de Suzuka, em 2008, foi completamente dominado pela Nissan nas duas classes. O ano ficou conhecido como "O ano do GT-R", marcando a volta do carro à principal categoria de turismo do país depois de ser substituído em 2004 pelo irmão Nissan Z e, de quebra, o título no campeonato e a primeira vitória na história dos 1000 km de Suzuka. Na ocasião, Tsugio Matsuda/Sebastien Phillipe venceram com o #12 CALSONIC IMPUL GT-R, superando a perda que tiveram nos 300 km de Suzuka, a primeira etapa da SUPER GT naquela ano.
O vencedor da prova de 2008, que bateu no mesmo ano pelos 300 km de Suzuka
2009 seria mais uma temporada daquelas, se não fosse por um fato: era a despedida do Honda NSX da classe GT500. Depois de anos sendo carro de combate da Honda no campeonato, a influência de ter sido um carro descontinuado na produção desde 2005 pesou.

A edição de 2009 acabou quebrando a tradição da corrida. Houve um corte para 700 km apenas, na tentativa de diminuir emissões de poluentes causados pela gasolina. A edição mais curta foi vencida pelo #35 Kraft SC430. O melhor NSX terminou em quarto geral. A ARTA terminou o ano em segundo lugar no ranking de pilotos e de equipes, deixando um honroso feito ao NSX na sua passagem pelo campeonato. Vale ressaltar que o Honda NSX é o recordista entre todos os tipos de carros com vitórias nos 1000 km de Suzuka: 4 no total.
Hoje não se vê mais: desde que foi realizada em poucos 700 e 500 km, a corrida
não pega mais a parte do anoitecer
2009 foi um ano curioso pelo fato de ter previsto a volta de um possível novo NSX para as ruas, não precisando ser meramente abstido das pistas, mas isso acabou não concretizando. O resultado, vocês já sabem: nasceu o HSV-010. E para honrar o nome da Honda em sua própria casa, foi ele quem venceu as duas seguintes edição, de 2010 (também disputada em 700 km), 2011 (disputada em 500 km) e 2013. Em 2012, a corrida voltou a ter 1000 km de duração e a MOLA conquistou o título no mesmo ano com muita influência na vitória em Suzuka, que desde 2006 (excluindo as edições de 2009, 2010 e 2011), quando o campeonato passou a ingressar nos 1000 km, deu pontuação dobrada aos participantes da temporada.
Lista de recordes de vitórias por carros:
Honda NSX - 4 vitórias
Toyota Supra, Nissan GT-R, Nissan Fairlady Z, Honda HSV-010, Porsche 956, Porsche 962 - 3 vitórias
Lexus SC430, McLaren F1 GTR, Mercedes-Benz CLK-GTR(LM), Porsche 906 - 2 vitórias
Lexus RC F, Toyota 2000GT, Toyota 7, Toyota Celica, Toyota 87C, Toyota 91C-V, March 75S, Porsche 935, Porsche 911, BMW M1, Peugeot 905, Nissan R92CP - 1 vitória

Lista de recordes de vitórias por marcas:
Porsche - 11 vitórias
Toyota - 8 vitórias
Honda, Nissan - 7 vitórias
Lexus(Toyota) - 3 vitórias
McLaren, Mercedes-Benz - 2 vitórias
BMW, Peugeot, March, - 1 vitória

Obrigado a todos por terem acompanhado a história dos 1000 km de Suzuka aqui no blog! Se der tudo certo, logo mais estou trazendo a história de mais duas provas classicas do endurance japonês: as 24 Horas de Tokachi e os 1000 km de Fuji!

Parte I - Parte II - Parte III - Parte IV

domingo, 16 de novembro de 2014

Final fantástica em Motegi termina com NISMO, GAINER, Taniguchi e Kataoka campeões apertados em suas classes

Mais uma temporada chegou ao fim... A SUPER GT proporcionou mais uma daquelas que valeu a pena acompanhar detalhe por detalhe, volta por volta e carro por carro. Guardemos o resto dessas palavras para o fim do post, pois estou aqui para falar desta final empolgante em Motegi.

Pela sétima vez na história, a NISMO se tornou campeã na GT500. Uma performance invejável da equipe, que trabalhou duro desde o começo da temporada, que teve altos e baixos assim como todas as concorrentes. Apesar disso, na última corrida da temporada, a dupla Ronnie Quintarelli e Tsugio Matsuda administraram a corrida de forma sossegada, uma vez que partiram da pole position e se distanciaram de uma forma considerável rapidamente, deixando pra traz a MOLA, com seu #46 S Road MOLA GT-R trabalhando para "segurar" o pelotão. 

O #18 Weider Modulo NSX de Naoki Yamamoto proporcionou uma grande batalha pelo segundo lugar contra Masataka Yanagida, do MOLA GT-R, que se estendeu até a troca de pneus. Quando Yamamoto parou para trocar seus pneus e cedeu lugar para Takuya Izawa (que substituiu Frederic Makowiecki nesta corrida, que está a serviço da Porsche Team Manthey no WEC), o piloto se atrapalhou ao tentar ligar o carro, perdendo um bom tempo nos boxes. No entanto, o GT-R #46 sofreu uma stop and go de 10 segundos minutos antes, beneficiando a DOME com seu NSX CONCEPT-GT, mas com a missão de cumprir um dever eminente de ultrapassar o #24 D'station ADVAN GT-R e o #19 WedsSport ADVAN RC F, resultando em um pega daqueles! O resultado final acabou sendo um merecido terceiro lugar e a garantia de Naoki Yamamoto terminar bem na colocação dos pilotos.
O melhor pega da GT500 foi proporcionado por esses três
Apesar do sossego da NISMO, a coisa ficou mais tensa na parte final da corrida, faltando poucas voltas para acabar, a TOM'S já tinha o seu #37 KeePer TOM'S RC F (que partiu da 13ª posição) em terceiro! O #23 MOTUL AUTECH GT-R foi o penúltimo dos GT500 a trocar de pneus e, devido a isso – e ao fato das baixas na corrida, a diferença começou a abaixar quando Juichi Wakisaka (#19 WedsSport RC F) parou para troca. Com o #37 KeePer RC F em segundo, a pontuação subiu para 79 contra 81 da dupla do MOTUL GT-R. Bastava um erro da NISMO para que tudo desse errado.

Mas isso não aconteceu, e de uma forma apertadíssima – provando, mais uma vez, que vencer este campeonato é muito difícil – a NISMO levou os dois títulos na GT500: de pilotos e de equipes. Recorde absoluto de campeonatos na história da equipe, que ano que vem estende seu programa para o endurance, com o "GT-R LM NISMO". 

Titulo brasileiro ficará pra próxima...
Os torcedores, brasileiros ou não, jamais esperavam por este acontecimento. João Paulo de Oliveira praticamente jogou fora sua chance de ser campeão pela primeira vez no campeonato – e de dar à IMPUL uma quebra de jejum que dura 19 anos. Na primeira volta, o brasileiro forçou passagem na 60R (7ª curva) contra James Rossiter, no #36 PETRONAS TOM'S RC F e acabou levando a pior: foi "traseirado" pelo Lexus e entrou de cara na caixa de brita, facilmente parando na penúltima colocação. Para piorar, o carro sofreu um drivethrough penalty e na troca, foi chamado pelos fiscais para uma vistoria, perdendo tempo suficiente para dar adeus as chances de um título, que vai ficar para o ano que vem, ou para as próximas temporadas. O #12 CALSONIC IMPUL GT-R teve um fim esquecível na 13ª colocação, na frente de dois NSX CONCEPT-GT acidentados. Rossiter, apesar do toque, conseguiu levar o carro onde pode e entregou seu carro para Kazuki Nakajima logo após a parada, terminando assim na 10ª posição.
Conquista dupla na GT300. Além da dupla drifter (pelo fato dos dois correrem na D1GP) Nobuteru Taniguchi e Tatsuya Kataoka terem conquistado o título de pilotos, a GAINER saiu vencedora da corrida com Katsuyuki Hiranaka e Bjorn Wirdheim, terminando em empate nos pilotos. Mas a #4 Hatsune Miku Z4 possui duas vitórias contra uma da #11 SLS. Apesar disso, a GAINER conquistou o título de equipes na classe, com uma diferença de um ponto contra a GSR & TeamUKYO!

Não foi uma corrida fácil, especialmente para os drifters da Hatsune Z4, que tiveram que ralar para buscar a SLS e o PRIUS, que largaram na primeira e segunda posição. Por vez a Z4 de Kataoka foi melhor e acabou assumindo a segunda posição, resultando em um pega que durou várias voltas. O pega terminou quando o #30 OGT Panasonic PRIUS resolveu parar para fazer a troca, mas logo a Z4 tinha que escapar de mais um: a outra SLS da GAINER, a #10 Rn-SPORTS. 
Mas a surpresa da corrida acabou sendo o único Audi R8 inscrito no campeonato, pela Hitotsuyama Racing, que tem histórico com a McLaren F1 GTR no passado. Richard Lyons veio "quietinho" na nona posição, beneficiado após as paradas até chegar em quarto e, por fim, perseguir a Hatsune Z4, que tinha acabado de perder a segunda posição para a SLS #10. Quando menos esperasse, o Audi R8 já estava na cola dos dois, formando o trio alemão que disputa rivalidade mundial: Audi, BMW e Mercedes-Benz.

Tatsuya Kataoka acabou superado pelo Audi R8 da Hitotsuyama Racing, mas Nobuteru Taniguchi assumiu seu lugar na troca e conseguiu recuperar a segunda posição, mas de forma muito apertada, uma vez que o Audi R8 estava mais rápido. A experiência e o arrojo de N.O.B. acabou sendo crucial e o piloto deu a si mesmo o bi-campeonato entre os pilotos e o primeiro título de Tatsuya Kataoka no campeonato. A GAINER, com a #11 DIXCEL SLS, leva o título de equipes com gosto, depois de muito esforço nos últimos anos.





RESULTADO - GT500 / GT300
RANKING DE EQUIPES - GT500 / GT300
RANKING DE PILOTOS - GT500 / GT300

Gostaria de agradecer a todos (mesmo sendo poucos) que acompanharam a temporada 2014 da SUPER GT através deste blog. Foi a minha primeira temporada da SGT acompanhando de ponta-a-ponta trazendo todas as informações aos interessados. Não sou profissional da área, e nem quero ser. Faço isso por consideração que tenho a mim e aos leitores que me respeitam. É difícil coincidir data e tempo, mas faço um esforço para traduzir tudo para o publico brasileiro e gostaria de continuar fazendo isso na próxima temporada, desta vez in loco! Lembrando que o blog aborda não só SUPER GT, mas outros contextos do automobilismo japonês! Muitas novidades estão por vir. Espero que continuem acompanhando as postagens da SUPER GT BRASIL, via fan page do Facebook e principalmente aqui. Obrigado a todos! E daqui a pouco tem post novo! :)

domingo, 5 de outubro de 2014

Nissan GT-R de JP faz corrida perfeita, mas Lexus RC F da TOM'S vence na Tailândia

Bom dia a todos. Mesclei a madrugada entre a Fórmula 1 e a nossa SUPER GT dessa vez. Apesar do ocorrido na categoria máxima, tivemos uma boa corrida e uma ótima estreia do Buriram (Chang) Circuit no principal campeonato de turismo do Japão, disputados em torno de 300 km (66 voltas) e com muitas disputas para testemunhar.

O Lexus RC F tirou a chance da Nissan em fechar a corrida no top 3. Dos quatro modelos partindo lá de trás, após o stint tardio da primeira parada nos boxes, se deu melhor o #37 KeePer TOM'S RC F, de Andrea Caldarelli/Daisuke Ito, saltando do meio do grid para primeiro na GT500, porém, ao decorrer da prova, foi superado pelo irmão #36 PETRONAS TOM'S RC F, de Kazuki Nakajima e James Rossiter, que acabaram vencedores da primeira corrida da SUPER GT na Tailândia. 

Com um desempenho invejável, os Nissan GT-R se esforçaram até onde deu. O #24 D'station ADVAN GT-R, da equipe de Masahiko Kondo, após uma bela perseguição pelo primeiro lugar com o #46 S Road MOLA e mais tarde uma travada batalha pela melhor colocação após o stint da troca de pneus e abastecimento com o #23 MOTUL AUTECH, foi o melhor classificado e conseguiu chegar na sua posição original, em segundo. "Nós fechamos em segundo lugar graças ao grande desempenho de Daiki Sasaki. Se tivesse mais 2 voltas para acabar a corrida, com toda certeza nós venceríamos", comentou Michael Krumm no Twitter, em resposta a o desempenho do GT-R #24, que ficou à menos de 2 segundos do Lexus RC F vencedor.
João Paulo de Oliveira e seu companheiro de equipe, Hironobu Yasuda, não vão esquecer desta corrida tão cedo. Os pilotos da IMPUL largaram na distante 10ª posição e após um toque, foram parar na 15ª, mas, com o ótimo trabalho dos dois (em especial ao arrojo de JP Oliveira, admirado também pelos comentaristas da J Sports durante a transmissão), fez com que o #12 CALSONIC IMPUL GT-R fizesse a melhor recuperação de todos os GT-R GT500 presentes na corrida. Bom terceiro lugar para eles.

Quem ficou devendo expectativas na corrida, obviamente, foram os outros dois GT-R: o da NISMO e o da MOLA. O que aconteceu com os dois? Bem... o pole position (#46 S Road MOLA), estava invicto na primeira colocação da classe, mas após a parada nos pits, foi pegue no gatilho pelos dois Lexus RC F da TOM'S. Um erro cometido por Masataka Yanagida em um trecho do circuito fez com que o assoalho do carro fosse danificado, forçando o carro a abandonar a corrida e por fim a uma grande chance de vitória. O GT-R da NISMO, pilotado por Ronnie Quintarelli e Tsugio Matsuda, antes do resultado final eram líderes no campeonato, mas foi duramente prejudicado com um drivethrough penalty, aplicado após o mesmo ter cometido uma rodada evitável com a #11 GAINER SLS da GT300. O MOTUL AUTECH GT-R terminou em 10°.

PÉSSIMO FIM DE CORRIDA DOS HONDA NSX CONCEPT-GT
Diferente do que vinha acontecendo nas três últimas corridas, infelizmente, os Honda NSX CONCEPT-GT não se saíram bem na prova e foram completamente nocauteados pela Nissan e Lexus. O #32 Epson NSX foi prejudicado após ter escapado da pista devido a falta de espaço. O #17 KEIHIN NSX foi o próximo, prejudicado com avarias por outro NSX (#100 RAYBRIG) quando disputava o sexto lugar com o #19 Wedssport RC F e #18 Weider NSX. De início de prova, o melhor foi o ARTA, mas acabou sofrendo um furo de pneu traseiro-esquerdo que acabou avariando o carro, acabando com as chances de pódio. Dois abandonos e a melhor colocação é do NSX da DOME, quinto lugar.
Enquanto que na GT300, após uma ótima consistência da NDDP, de Masahiro Hasemi, conseguiu vencer a prova tailandesa com seu GT-R GT3, que fora comandado pela tailandesa i-Mobile AAS, que foi de Porsche 911 GT3R, mas terminou no fundo do grid. Lucas Ordonez conseguiu levar o GT-R GT3 #3 a vitória, a primeira de sua carreira na SUPER GT. Parte de um sonho realizado de um cara que há pouquíssimo tempo atrás, era como nós, amantes do simulador Gran Turismo, apenas um mero estudante e jogador virtual. Ele agradece especialmente a Nissan e a equipe pela oportunidade.

As duas BMW mais bem colocadas da GT300 terminaram respectivamente em segundo e terceiro lugar. A Studie Z4 de Seiji Ara e Jorg Muller ficou a apenas 700 centésimos do #3 B-MAX GT-R GT3. Enquanto que a #4 Hatsune Miku Z4 de Nobuteru "N.O.B." Taniguchi e Tatsuya Kataoka terminou em terceiro, ampliando ainda mais sua liderança no ranking de pilotos e equipes.

O primeiro Toyota M101-86 a correr na SUPER GT (chamado de #194 arto-MC86) não teve uma boa estreia. O novo carro da equipe local, de suporte da Toyota, ficou apenas em 19° lugar. Seu irmão, cujo compartilha plataforma nas ruas (leia-se SUBARU BRZ R&D SPORT), terminou numa modesta sétima colocação.
Com os resultados dessa prova, a GT500 possui um novo líder no ranking de pilotos: James Rossiter, sozinho devido ao seu companheiro Kazuki Nakajima assumir compromissos com a Toyota Racing no WEC, uma vez que uma prova do campeonato pegava o mesmo dia de uma prova da SGT, está com 67 pontos. Como o outro RC F da TOM'S terminou em quarto, Andrea Caldarelli e Daisuke Ito continuam na segunda colocação com 64. A NISMO cai pra terceiro com 61 e a turma da IMPUL fecha em quarto com 60 pontos. Portanto, João Paulo de Oliveira tem nas mãos a chance de dar ao Brasil, pela primeira vez, um título no campeonato de turismo japonês mais conhecido do mundo.

Os pilotos do campeonato também estão demonstrando apoio a Jules Bianchi, que ofuscou o resultado do GP de Suzuka da Fórmula 1 e deixa a comunidade automobilistica preocupada com sua situação. Informações constam que ele está sendo operado. Em nome da SUPER GT BRASIL, dou meus votos (maldita eleição presidencial) ao francês da Marussia se recuperar o mais rápido possível. Just keep fighting, você ainda é novo.

RANKING DE PILOTOS - GT500 - GT300
RANKING DE EQUIPES - GT500 - GT300